feminefisioterapia

Archive for março 2011

 

Define-se como incontinência urinária toda perda involuntária de urina. É uma condição desconfortável, embaraçosa e estressante, que pode afetar até 50% das mulheres em alguma fase de suas vidas. Cerca de 60% das mulheres acima de 60 anos apresentam incontinência urinária.

Incontinência Urinária de Esforço: perda involuntária de urina que ocorre após exercício físico, tosse ou espirro.

Urge-incontinência: perda involuntária de urina acompanhada ou precedida imediatamente de urgência urinária.

Incontinência Mista: perda involuntária de urina associada à urgência e também com exercício, tosse, espirro ou esforço.

Moreno, 2007.

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A continência urinária é mantida pela ação de dois esfíncteres, um interno (musculatura involuntária, ou seja, que não podemos controlar) e outro externo (de contração voluntária, que podemos controlar).

O rim está constantemente produzindo urina para eliminar impurezas de nosso organismo. A urina produzida pelos rins passa para a bexiga através de dois canais chamados ureteres.

Quando a bexiga está cheia, terminações nervosas na parede da bexiga mandam um estímulo ao cérebro para iniciar micção. Nesse momento, é mandada a ordem para o relaxamento do esfíncter interno (involuntário). Então a continência fica assegurada pela ação do esfíncter externo que segura a micção até o momento e local adequado.

MICÇÃO: ocorre pelo relaxamento voluntário do assoalho pélvico e da musculatura da uretra.

 

Quase todas as mulheres grávidas desenvolvem algum grau de hiperpigmentação da pele, sendo que a mudança de pigmentação cutânea mais freqüente é o escurecimento da linha alba, localizada no abdome, que se torna a linha nigra. A pele ao redor das aréolas também escurece e se estende, recebendo o nome de aréola secundária. No pós-parto essas áreas se tornam menos pigmentadas.

O melasma é a mudança pigmentar mais perturbadora esteticamente, ocorre em até 75% das mulheres grávidas e afeta as áreas da pele mais expostas ao sol. Os três padrões clínicos melasmáticos são:

  • Centrofacial – que envolve as bochechas, testa, lábio superior, nariz e queixo;
  • Malar – envolve o nariz e bochechas;
  • Mandibular – envolve o ramo da mandíbula.

O aumento da pigmentação não está totalmente entendido. Uma possibilidade é que o estrogênio e a progesterona causem estimulação dos melanócitos. No entanto, tem sido demonstrado que as alterações pigmentares ocorrerem no início da gravidez e antes da elevação dos níveis plasmáticos do hormônio estimulante de melanócitos (MSH), que ocorre no final da gestação.

A exposição descontrolada à radiação solar é responsável pela hiperpigmentação da pele. Portanto, proteger-se do sol (com o uso de protetor solar, óculos e chapéu) é parte essencial do esquema de tratamento.

Melasma devido à gravidez geralmente regride dentro de um ano. Entretanto, as áreas de hiperpigmentação podem nunca se resolver completamente. Para as pacientes no pós-parto, o uso de agentes clareadores e peelings químicos são frequentemente recomendados. Tratamentos a laser e dermoabrasão também são usados. Independentemente do método escolhido, a terapia deve ser combinada com o uso de protetores solares tanto ultravioleta B quanto ultravioleta A.

Fonte: uptodate.com

 

 

          

             A luz solar nos traz inúmeros benefícios.  Ela é fundamental para a síntese de vitamina D na pele, para a geração de melanina, tem efeito bactericida e até atuação na diminuição da taxa de açúcar no sangue (GUIRRO e GUIRRO, 2004). No entanto, essa exposição deve ser controlada, pois a radiação ultravioleta é responsável pelo chamado envelhecimento extrínseco ou fotoenvelhecimento, caracterizado principalmente por pele seca, enrugada e com manchas. Sardas, manchas escuras ou despigmentações são sinais de alerta que você tomou sol demais e sem proteção, devido a um aumento reativo dos melanócitos. Além disso, sol em excesso é causa de câncer de pele.

            Portanto, cuide com a exposição ao sol e use sempre filtro solar. Essa é a única maneira de se proteger dos efeitos nocivos do sol sobre a sua pele.

           

Saiba escolher seu filtro solar!

 

            Fator de proteção solar – FPS

            A regra é: quanto mais clara for a pele, mais alto deve ser o FPS. Observe o FPS e quanto ele protege da radiação UVB:

  • FPS 15: 87% de proteção, indicado para quem busca um bronzeado e apresenta a pele menos clarinha.
  • FPS 30: 96% de proteção, o mais indicado, tanto para corporal quanto para facial.
  • FPS 64: 98% de proteção, indicado àquelas pessoas que passaram por processo de peelings ou têm a pele sensível.

             Ainda não é possível se proteger 100%, porém com valores mais altos se consegue um aumento do espectro de proteção.

 

              Proteção UVA e UVB

             A cobertura contra os raios UVA irá proteger você da penetração mais profunda dessa radiação. O UVA irá penetrar até a derme, por isso o filtro com proteção UVA previne o envelhecimento precoce originado da degeneração no tecido dérmico da pele. Pesquisas mostram que o UVA também é responsável por mutações no DNA precursoras de melanoma maligno. É constante durante o dia e ao longo do ano e é responsável pelo bronzeado dourado. Estudos referem que a maioria dos filtros solares não bloqueia o UVA tão efetivamente quanto o UVB, por isso atente para que o filtro tenha em sua composição óxido de zinco, avobenzona e mexoryl® para garantir a proteção contra o UVA. O dióxido de titânio provavelmente provê boa proteção, mas não cobre todo espectro do UVA.

            O UVB produz efeitos mais nocivos, é maior durante o verão e mais intenso entre as 10 e 16 horas. A proteção contra os raios UVB protege você do alcance mais superficial dessa radiação e previne a queimadura solar, alterações pigmentares e câncer de pele.

 

             Veículo

            Os bloqueadores, também chamados de protetores físicos, refletem a radiação, potencializando a proteção solar.

            Opte pelos filtros em creme ou gel-creme no caso de peles oleosas. Estes fornecem um filme mais uniforme e espesso sobre a pele que os em gel, que formam um filme não uniforme e são facilmente removidos pela água e pela transpiração.  Peles oleosas se beneficiam de formulações oil free.

 

             Ativos hidratantes

             Substâncias hidratantes agregadas ao seu protetor solar são benéficas aos cuidados com a pele. A vitamina E, por exemplo, é muito benéfica com ação antirradical-livre, protetora contra a fotossensibilidade, antiinflamatória e hipoalergênica, tem efeito umectante e traz benefícios contra as lesões provocadas pela radiação ultravioleta.

 

             Lembre-se! Não é porque o verão está acabando que o uso dos filtros deve ser esquecido. A radiação ultravioleta está presente mesmo em dias nublados e nas lâmpadas dentro de sua casa ou no trabalho. Ter esses cuidados além de trazer beleza é primordial para a sua saúde.

Meninas, hoje vamos falar um pouco sobre um grupo muscular super importante e que, por não estar visível, é esquecido pela maioria das pessoas. O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que agem como uma espécie de rede passando do osso púbico na frente de sua pelve para o cóccix e saindo em cada lado para o ísquio (ossos que você pode localizar sentando-se em uma cadeira firme, colocando as mãos sobre os glúteos). A uretra, a vagina e o ânus passam por essa faixa de músculos (ver foto).

Esses músculos, como o próprio nome diz, suportam as vísceras abdominopélvicas. Todo o aumento de pressão abdominal como na tosse, espirro, vômito, defecação ou quando se ergue um peso é transmitido diretamente para esses músculos. Além disso, durante a gestação, o aumento de volume uterino também é suportado pelo assoalho pélvico. Ao longo da vida, todos esses estresses somados, causam o enfraquecimento desses músculos.

No entanto, como já citamos, o fato desses músculos não serem visíveis e não movimentarem nenhum músculo ou articulação faz com que eles sejam esquecidos e não fortalecidos pela grande maioria das mulheres.

 

Por que fortalecer o Assoalho Pélvico?

  • Melhora as sensações sexuais, permitindo maior prazer durante a relação sexual;
  • Melhora a capacidade de alongar e relaxar tornando sua experiência de trabalho de parto mais confortável;
  • Promove rápida recuperação e cicatrização, auxiliando na reconquista de boa qualidade muscular após o parto;
  • Previne incontinência urinária e fecal;
  • Previne prolapsos genitais;
  • Promove estabilidade da musculatura postural.

As estrias são um problema estético comum em mulheres grávidas. Elas aparecem em torno do sexto ao sétimo mês de gestação pelo estiramento das fibras elásticas da pele, localizadas na derme, o que provoca o seu rompimento. Podem ser precedidas de prurido, inicialmente são avermelhadas e com a evolução tornam-se esbranquiçadas, sinal de que a pele foi substituída por tecido fibroso. Embora sejam mais proemimentes no abdome, seios e coxas, as estrias também surgem na parte inferior das costas, nádegas, quadris e braços.

A etilogia parece ser uma diminuição das fibras elásticas e microfibrilas na derme relacionada a fatores hormonais e também físicos como um grande ganho de peso durante a gravidez. Além disso, existe uma forte predisposição familiar para o desenvolvimento de estrias gravídica. Mulheres com história de estrias do peito ou coxa, também são mais propensas a esta condição.

Não existe um método comprovado para prevenção do desenvolvimento de estrias ou diminuição das estrias estabelecidas, embora os ensaios para a prevenção e o tratamento sejam promissores. Para ser eficaz, o tratamento geralmente precisa ser aplicado para estrias quando elas ainda estão vermelhas, no entanto, novos tratamentos como peelings, carboxiterapia e laser podem melhorar as estrias alba.

Contudo, pé no freio meninas!! Os tratamentos para estrias não são indicados durante a gestação!! Portanto, é preciso investir na prevenção. Para isso, o ideal é controlar o ganho de peso na gestação.

Fonte: uptodate.com 

 

            O seu bebê é considerado neonato até o primeiro mês de vida. Nesse período, a pele é imatura.  O recém nascido ainda não desenvolveu o manto hidrolipídico, que é uma camada superficial de gordura que protege a pele contra a penetração de microorganismos, pois está iniciando com as funções de regulação de temperatura e barreira de infecções. Se o seu filho for pré-termo ele estará ainda mais suscetível ao aparecimento de lesões na pele e os cuidados com o calor, agentes irritantes e atritos mecânicos devem ser maiores.

            No manto hidrolipídico irá se desenvolver a flora bacteriana. Você irá perceber isso quando seu filho começar a perder aquele cheirinho tão gostoso de bebê. Esse processo de colonização pelas bactérias se inicia a partir das primeiras horas de vida. Esse fato é muitas vezes responsável pelos processos infecciosos nos bebês.

            As lesões cutâneas ocorrem devido à ausência desse manto hidrolipídico. Por isso, você pode cuidar dessas lesões higienizando-as através de sabonete bactericida e criando um manto hidrolipídico através de óleos. Cuide quando comprá-lo para não escolher os de origem mineral, opte pelos óleos vegetais.

            Tenha máximo cuidado com as substâncias tópicas, pois a pele do recém nascido tem a mesma relação de absorção percutânea que um adulto. Recém nascidos prematuros têm essa relação aumentada e nesses casos, o cuidado é redobrado. Conversar com o pediatra sempre é uma boa opção.

            Cuidado com exposição solar! O recém nascido tem baixo nível de melanina ativa, responsável pela proteção natural da pele contra os raios ultravioletas. Levar seu bebê passear nos horários corretos é importante, pois ele ainda é muito suscetível efeitos do sol.

            São informações simples, mas que podem ajudar você mamãe ou futura mamãe a cuidar da pele tão delicada dessa criaturinha tão peculiar que é o seu filho.

 

 

 


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