feminefisioterapia

Archive for junho 2011

 

O que é

O melasma é mais um tipo de mancha adquirida decorrente de depósito de melanina. Neste caso, existe um excesso de melanina na epiderme e derme superior, associado com os macrófagos como na hiperpigmentação pós-inflamatória. Mas, ao contrário desta, não ocorre nenhum evento inflamatório.

Descobriu-se que nesse tipo de mancha ocorre um aumento da expressão do hormônio α- estimulador melanocitário (α-MSH) nos queratinócitos e superexpressão do fator célula-tronco em fibroblastos e no receptor C-kit nos melanócitos da pele envolvida.

Ocorre principalmente na face, simetricamente, em mulheres com a pele mais escura na puberdade ou não.

 

Causas

Torna-se mais proeminente com a exposição solar, visto que a radiação ultravioleta é um dos fatores de desenvolvimento de melasma. Por conseqüência disso, os melasmas pioram no verão, quando a exposição solar é maior. No entanto, qualquer exposição a radiação ultravioleta  pode desencadear a mancha, tendo em vista que essas pessoas são mais sensíveis ao UV.

Existe também o componente hormonal, provavelmente da progesterona, pois os episódios de melasma estão geralmente associados com a gravidez e o uso de anticoncepcionais.

Além disso, há o componente genético que predispõe os indivíduos ao melasma, embora as bases genéticas específicas para isso ainda não foram definidas.

 

Tratamento e prevenção

Se você está no grupo de pessoas mais suscetíveis a ter melasma prevenção é a palavra de ordem. Nesse caso, o uso domiciliar de cosméticos adequados ao seu tipo de pele com substâncias hidratantes, antioxidantes e clareadoras é bem vindo. Filtro solar tem que ser usado sempre, uma vez q o melasma torna-se mais proeminente com a exposição solar.

Se você já tem essas manchas instaladas, procurar um profissional capacitado é essencial. Ele irá escolher dentre o uso de máscaras, peelings e lasers qual será o mais adequado para você. Este profissional ainda vai poder te auxiliar na escolha do seu tratamento home care.

Visto que o melasma resulta de uma combinação de fatores genéticos, hormonais, e do sol é bom você ter em vista que ele pode ser de difícil tratamento e que os cuidados diários são fundamentais.

TUNG et al, 2000;

ORTONNE e BISSET,2008.

O tipo mais comum de hiperpigmentação provavelmente é aquela que segue uma inflamação, a chamada Pigmentação Pós-inflamatória. Esse tipo de mancha acontece em áreas que sofreram queimaduras, dermatites alérgicas, dermatites crônicas, dermatite de contato, traumas, machucados, lesões de acne, picada de insetos, etc. É mais comum em pessoas com a pele escura, pois seus melanócitos são mais reativos [1,2].

A explicação mais aceita  para essas reações seria a simples reação do melanócito à lesão [1]. Um dos mecanismos seria a direta estimulação dos melanócitos pelos mediadores inflamatórios, e/ou pela proliferação celular. A produção de radicais livres ou produtos de células inflamatórias são considerados também estimuladores de melanócitos. Além disso, danos sobre as células epidérmicas estimulam a liberação de indutores endócrinos de pigmentação, como o hormônio α-estimulador melanocitário (α-MSH) [2].

 A radiação ultravioleta e os agentes fotossensíveis podem gerar hiperpigmentação por esse mesmo caminho, por serem lesivos ao organismo. Uma exposição moderada a esses agentes lesivos leva a formação das manchas escuras na pele, ao passo que quando o estímulo é prolongado e severo pode ocorrer as hipopigmentações, que são as manchas brancas denominadas acromias [1].

A melanina produzida durante um evento inflamatório pode entrar na derme (camada intermediária da pele) onde é englobada pelos macrófagos, que são células de defesa. Essas células ficam retidas na derme superior por período prolongado. Então, a pigmentação pós-inflamatória pode ser um problema de longa duração [2]. Nesse sentido, os tratamentos podem ser demorados até atingir um resultado satisfatório e os cuidados pós-tratamento são indispensáveis.

 

1LERNER e CASE, 1959.

2 ORTONNE e BISSETT, 2008.

 

 

 As pressões das contrações musculares somadas à compressão do enfaixamento compressivo estimulam o funcionamento linfático, aumentando a absorção, a atividade motora dos linfângions e o movimento dos vasos linfáticos, potencializando, assim, a circulação de retorno.

Os exercícios abrangem as articulações do ombro, cotovelo, punho, dedos e cintura escapular. São utilizados principalmente os exercícios de grandes amplitudes e de fácil memorização para que o paciente participe ativamente desta atividade.

Olá meninas!

Hoje resolvemos falar de um assunto que não tem muita relação com a fisioterapia, mas muito importante de ser tratado, câncer do colo do útero.

É o segundo tumor mais freqüente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos.

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), por isso é importante a sua realização periódica. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papiloma vírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos.

Prevenção

A prevenção pode ser feita usando-se preservativos (camisinha) durante a relação sexual, para evitar o contágio pelo HPV.

Os principais fatores de risco estão relacionados ao início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. Deve-se evitar o tabagismo (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados) e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, hábitos também associados ao maior risco de desenvolvimento deste tipo de câncer.

Detecção Precoce

Exame Preventivo

O exame preventivo do câncer do colo do útero (Papanicolaou) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados.

O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.

Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame; evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.

Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê.

Quem deve fazer e quando fazer o exame preventivo
Toda mulher que tem ou já teve vida sexual deve submeter-se ao exame preventivo periódico, especialmente as que têm entre 25 e 59 anos. Inicialmente, o exame deve ser feito anualmente. Após dois exames seguidos (com um intervalo de um ano) apresentarem resultado normal, o preventivo pode passar a ser feito a cada três anos.

O que fazer após o exame?
A mulher deve retornar ao local onde foi realizado o exame (ambulatório, posto ou centro de saúde) na data marcada para saber o resultado e receber instruções. Tão importante quanto realizar o exame é buscar o resultado e apresentá-lo ao médico.

Resultado
Se o seu exame acusou:
• Negativo para câncer: se esse for o seu primeiro resultado negativo, você deverá fazer novo exame preventivo daqui a um ano. Se você já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• Alteração (NIC I): repita o exame daqui a seis meses;
• outras alterações (NIC II e NIC III): o médico decidirá a melhor conduta. Você vai precisar fazer outros exames, como a colposcopia;
• infecção pelo HPV: você deverá repetir o exame daqui a seis meses;
• amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Você deve repetir o exame logo que for possível.

Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes é preciso que o seu parceiro também receba tratamento. Nesses casos, é bom que ele vá ao serviço de saúde receber as orientações diretamente dos profissionais de saúde.

Vacinação
Está em estudo no Ministério da Saúde o uso de vacina contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As duas vacinas aprovadas para comercialização no Brasil protegem contra dois ou quatro subtipos do vírus: o 6 e o 11 (presentes em 90% dos casos de verrugas genitais) e o 16 e 18 (de alto risco para o câncer do colo o útero (presentes em 90% dos casos de câncer de colo uterino).

É importante enfatizar que as vacinas não protegem contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o exame preventivo deve continuar a ser feito mesmo em mulheres vacinadas.

Tratamento

O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Entre os tratamentos mais comuns para o câncer do colo do útero estão a cirurgia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade e desejo de ter filhos.

Sintomas

É uma doença de desenvolvimento lento que pode cursar sem sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.

Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chance de cura.

O INCA disponibiliza em seu site vários links relacionados ao assunto:

Folheto Cancêr do Colo do Útero

Proteção com Camisinha

Orientação às Pacientes em Pós-Operatório de Cirurgias Ginecológicas

HPV- Perguntas e Respostas Mais Frequentes

Para mais informações sobre o câncer do colo do útero e outros tipos de câncer acesse o site do INCA

Fonte: INCA

A célula responsável pela pigmentação de nossa pele é o chamado melanócito. Ele sintetiza a melanina que é responsável pela cor da pele. Brancos, pardos e negros apresentam o mesmo número de melanócitos. O que difere a pigmentação é a liberação por parte dos melanócitos de grânulos de melanina (malanossômos) e posterior deposição no interior das células mais superficiais da pele (queratinócitos). Pessoas negras liberam melanina até a camada córnea sem ser degradada, ao contrário de brancos que a liberam nas camadas epidérmicas mais profundas, em conjunto, sendo degradados mais facilmente.

A melanina serve como uma proteção contra a radiação ultravioleta. Ela absorve os raios solares e pigmenta a pele, impedindo que a radiação altere o núcleo da célula epidérmica, o que seria muito danoso. Essa pigmentação é o que confere o efeito bronzeado, que vai desbotando se o estímulo solar é cessado, pois os queratinócitos vão sendo esfoliados naturalmente, devido ao processo constante e natural de renovação celular.

A reação que dá origem ao pigmento melanina é realizada por uma enzima chamada tirosinase. Algumas manchas podem ocorrer quando a liberação dessa enzima é estimulada com conseqüente aumento na produção de melanina. Certos fatores servem como “estímulo” para o aumento da atividade da tirosinase. Dentre eles podemos citar o fator genético, a exposição solar demasiada e sem proteção, a ação hormonal de progesterona e estrogênio seja por anticoncepcionais ou gestação, distúrbios nutricionais e alguns medicamentos fotossensíveis.

Portanto, para prevenir esse tipo de mancha devemos tentar ao máximo diminuir a exposição a esses agentes agressivos e sempre usar o filtro solar para que a melanina não pigmente em resposta à radiação ultravioleta (sol, lâmpadas, computador…).

 

A sexualidade, um dos mais importantes aspectos constituintes da personalidade humana, abrange a forma como cada pessoa expressa e recebe os afetos e excede, em muito, o componente fisiológico.

Atualmente considera-se que o ciclo da resposta sexual normal se divide em quatro etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Quando não é possível de se desenvolver entre o homem e a mulher a sequência fisiológica desenvolvida acima, aparecem as disfunções sexuais, ou seja, a atividade sexual não é satisfatória porque deve ter ocorrido alteração numa das fases.

Muitos estudos apontam que uma grande parcela da população feminina apresenta alguma disfunção sexual (em torno de 40-50% das mulheres) e que essas disfunções aumentam com o aumento da idade das mulheres. As causas dessas disfunções são multifatoriais envolvendo aspectos físicos, psicológicos, sociais ou até mesmo são de causa desconhecida.

As disfunções sexuais femininas são classificadas como:

  • Transtorno de desejo/interesse sexual: ausência ou diminuição da libido.
  • Transtorno de excitação sexual: excitação insuficiente ou inadequada, sensação de congestão genital e lubrificação diminuída ou ausente.
  • Transtorno orgásmico: retardo ou ausência recorrente do orgasmo após uma fase normal de excitação.
  • Dispareunia: dor recorrente ou persistente durante ou após o intercurso sexual.
  • Vaginismo: espasmo involuntário dos músculos que circundam a vagina, impedindo qualquer penetração.
  • Transtorno de aversão sexual: extrema ansiedade e/ou desgosto diante da perspectiva ou da tentativa de ter uma atividade sexual.

 

Fisioterapia nas Disfunções Sexuais Femininas

A fisioterapia para a disfunção sexual apresenta-se como um recurso terapêutico eficiente e que não interfere no uso de outros recursos de tratamento. Envolve um trabalho específico de treino de percepção corporal, da maneira correta de contrair os músculos do assoalho pélvico e normalização do tônus dos músculos pélvicos.

A conscientização e a propriocepção dessa musculatura promoveriam uma maior percepção da região perineal, melhorando assim a autoimagem da mulher, sua receptividade em relação à atividade sexual e a satisfação com seu desempenho. Assim a função sexual tende a melhorar, pois o ganho da conscientização cinestésica do assoalho pélvico possibilita a incrementação da atividade sexual.

Quando os músculos do assoalho pélvico estão enfraquecidos, hipotônicos a sensação de prazer pode diminuir comprometendo o desejo, a excitação e o orgasmo. Nos casos em que a musculatura se encontra em hipertonia a mulher pode apresentar dor durante a penetração e/ou durante o intercurso sexual (dispareunia / vaginismo).

O tratamento fisioterapêutico pode auxiliar na resolução dessas disfunções melhorando a qualidade de vida dessas mulheres.

 

Fonte: Moreno, Adriana L. 2009; Etienne, Mara D.A., Waitman, Michelle C. 2006.

                                       


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