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Disfunções sexuais femininas

Posted on: 14/06/2011

 

A sexualidade, um dos mais importantes aspectos constituintes da personalidade humana, abrange a forma como cada pessoa expressa e recebe os afetos e excede, em muito, o componente fisiológico.

Atualmente considera-se que o ciclo da resposta sexual normal se divide em quatro etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Quando não é possível de se desenvolver entre o homem e a mulher a sequência fisiológica desenvolvida acima, aparecem as disfunções sexuais, ou seja, a atividade sexual não é satisfatória porque deve ter ocorrido alteração numa das fases.

Muitos estudos apontam que uma grande parcela da população feminina apresenta alguma disfunção sexual (em torno de 40-50% das mulheres) e que essas disfunções aumentam com o aumento da idade das mulheres. As causas dessas disfunções são multifatoriais envolvendo aspectos físicos, psicológicos, sociais ou até mesmo são de causa desconhecida.

As disfunções sexuais femininas são classificadas como:

  • Transtorno de desejo/interesse sexual: ausência ou diminuição da libido.
  • Transtorno de excitação sexual: excitação insuficiente ou inadequada, sensação de congestão genital e lubrificação diminuída ou ausente.
  • Transtorno orgásmico: retardo ou ausência recorrente do orgasmo após uma fase normal de excitação.
  • Dispareunia: dor recorrente ou persistente durante ou após o intercurso sexual.
  • Vaginismo: espasmo involuntário dos músculos que circundam a vagina, impedindo qualquer penetração.
  • Transtorno de aversão sexual: extrema ansiedade e/ou desgosto diante da perspectiva ou da tentativa de ter uma atividade sexual.

 

Fisioterapia nas Disfunções Sexuais Femininas

A fisioterapia para a disfunção sexual apresenta-se como um recurso terapêutico eficiente e que não interfere no uso de outros recursos de tratamento. Envolve um trabalho específico de treino de percepção corporal, da maneira correta de contrair os músculos do assoalho pélvico e normalização do tônus dos músculos pélvicos.

A conscientização e a propriocepção dessa musculatura promoveriam uma maior percepção da região perineal, melhorando assim a autoimagem da mulher, sua receptividade em relação à atividade sexual e a satisfação com seu desempenho. Assim a função sexual tende a melhorar, pois o ganho da conscientização cinestésica do assoalho pélvico possibilita a incrementação da atividade sexual.

Quando os músculos do assoalho pélvico estão enfraquecidos, hipotônicos a sensação de prazer pode diminuir comprometendo o desejo, a excitação e o orgasmo. Nos casos em que a musculatura se encontra em hipertonia a mulher pode apresentar dor durante a penetração e/ou durante o intercurso sexual (dispareunia / vaginismo).

O tratamento fisioterapêutico pode auxiliar na resolução dessas disfunções melhorando a qualidade de vida dessas mulheres.

 

Fonte: Moreno, Adriana L. 2009; Etienne, Mara D.A., Waitman, Michelle C. 2006.

                                       

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