feminefisioterapia

Archive for agosto 2011

À medida que o bebê cresce, o útero aumenta e os músculos do abdome se alongam. O músculo reto do abdome se estira e se separa, a fim de permitir esse aumento. Essa separação é chamada de “diástase dos músculos retos do abdome” e ocorre em cerca de dois terços das gestantes. Se você passa por essa separação do músculo reto do abdome, não execute nenhum exercício tradicional de flexão, já que não há mais apoio suficiente para as vísceras abdominais e para o útero. Muitas vezes, pensamos que o músculo reto do abdome é o que deve ser trabalhado para acabar com a “barriguinha”. Contudo, o mais indicado é exercitar os músculos estabilizadores posturais para poder recuperar a cintura de modo seguro. O Pilates tem-se mostrado um bom método para esse fim.

Lembrando que, mesmo que gestante não tenha diástase, não é aconselhável que se faça nenhum exercício de flexão também.

Fonte: ENDACOTT, 2007

Tétano: a vacina é recomendada a partir de 20 semanas de gestação para a prevenção do tétano neonatal e suas doses devem ter intervalo de um mês entre elas. Duas doses de vacina já são suficientes para a prevenção do tétano neonatal. Caso a gestante não complete seu esquema durante a gravidez, este deverá ser completado após o nascimento do bebê.

Outras Vacinas: a imunização contra a hepatite B é aconselhada. A vacinação contra a raiva, em caso de acidente, e contra a febre amarela, em caso de viagem para área de risco, também podem ser realizadas. A vacinação contra o vírus influenza também pode ser realizada.

OBS: após a vacinação contra rubéola, deve-se aguardar um intervalo mínimo de um mês após a sua aplicação para engravidar. A paciente que inadvertidamente tomá-la durante a gravidez deve ser encaminhada para centros de referência, embora, até hoje, não exista relato de rubéola intra-útero a partir da contaminação pela vacina.

Com raras exceções, as necessidades de todos os componentes essenciais à nutrição estão aumentados durante a gravidez. Alguns desses elementos, devido à sua importância, merecem destaque.

O ferro é o único nutriente cujas necessidades na gravidez não podem ser supridas de forma satisfatória apenas pela dieta. Se o ferro não for reposto, praticamente todas as gestantes terão esgotamento de suas reservas e grande parte desenvolverá anemia ferropriva, que é a anemia mais freqüente em grávidas. Além disso, o esgotamento de ferro pode levar a alterações imunológicas, alterações no metabolismo dos hormônios tireoideanos, na função dos músculos, aumento do parto prematuro, crescimento intra-uterino retardado e morte materna.

Durante a gravidez ocorre também uma queda dos níveis de ácido fólico, porém raramente uma anemia se instala. Mesmo assim, a reposição desta vitamina é recomendada, pois sua deficiência está comprovadamente associada a defeitos do tubo neural, como espinha bífida, anencefalia e onfalocele (defeito na parede abdominal).

A suplementação de vitamina B, principalmente a B6 e a B12 é recomendada. Parece que a vitamina B também possui importante papel na formação do tubo neural.

A demanda de cálcio aumenta cerca de 50% durante a gravidez devido à mineralização do esqueleto fetal. Sendo assim, é importante a ingesta de alimentos ricos em cálcio (leite principalmente).

Consulte seu obstetra para saber como deve ser feita a sua suplemtentação!

Uma avaliação antropométrica é necessária durante o pré-natal. O método rápido e simples que fornece esta avaliação é o índice de massa corpórea (IMC), obtido dividindo-se o peso pré-gestacional (em kg) pelo quadrado da altura (em m²). Um valor acima de 25 significa obesidade; entre 20 e 25, a gestante é considerada normal (eutrófica) e, abaixo de 20, desnutrida.

A desnutrição materna não parece aumentar o risco de morte do bebê após o nascimento e nem de déficit intelectual. No entanto, há uma maior tendência a nascerem bebês de baixo peso. As obesas tem maior risco de terem bebês grandes.

Para as grávidas eutróficas, espera-se um ganho ponderal em torno de 9-13kg até o nascimento (300-400g/semana). Para obesas moderadas (IMC<28) o ganho ponderal deve ser de 7kg e, para as desnutridas, de 9-13kg somado à diferença de peso necessária para tornarem-se eutróficas.

As necessidades calóricas estão aumentadas em cerca de 10% (2500Kcal/dia durante a gravidez e 2600Kcal/dia durante a lactação). Então, meninas, nada de comer por dois!!

 

Ao amamentar seu bebê, além nutri-lo e fornecer a ele os anticorpos necessários para compor suas defesas, você estará também favorecendo o correto desenvolvimento de todas as estruturas bucais dele como lábios, bochechas, ossos e músculos da face.

Entenda o porquê

Durante a amamentação, o bebê suga o seio da mãe, e esse ato de sugar age positivamente no correto crescimento e desenvolvimento dos ossos e músculos da face e do crânio. Portanto, é o esforço que a criança realiza para a obtenção do alimento que permite um intenso trabalho muscular e, assim, o exercício das estruturas bucais, favorecendo, posteriormente, funções como mastigação, deglutição, respiração e fala além de evitar alterações na musculatura orofacial e na postura de repouso dos lábios e língua. Isso ocorre porque a sucção do seio materno estimula um número maior de músculos e uma atividade muscular correta o que não ocorre com o uso da mamadeira.

Além disso, as crianças amamentadas ao peito tendem a não desenvolver hábitos bucais incorretos, como chupar o dedo, chupetas ou outros objetos, já as crianças que não são amamentadas tendem a introduzir o dedo na boca, pois necessitam exercitar a musculatura perioral.

Outra importante função estimulada pelo aleitamento materno é a respiração nasal, pois ao sugar a mama, os lábios do bebê precisam estar fechados, a linguinha bem posicionada e ele precisa manter uma respiração nasal, o que permite a automatização do padrão correto para deglutir e respirar.

Fonte: Bervian,J.; Fontana,M.; e Caus, B. Relação entre amamentação, desenvolvimento motor bucal e hábitos bucais – revisão de literatura. RFO, maio/agosto 2008.

O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e consequentes diferenças nas respostas terapêuticas.

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

Aspectos endócrinos – possuem risco aumentado as mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade e terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Ligados a idade – história familiar, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, podem indicar predisposição genética associada à presença de mutações em determinados genes.

Genéticos – o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos.

Outros fatores – incluem a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos, a ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia), obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa, e sedentarismo.  A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

Fonte: INCA

Diabetes Mellitus é uma condição em que ocorrem níveis elevados de glicose no sangue. A glicose é um açúcar, principal fonte de energia do nosso organismo. Níveis de glicose elevada no nosso sangue, podem causar problemas de saúde. Esta condição pode estar presente desde antes da gestação, quando então é chamado Diabetes Mellitus pré-gestacional.

Quando a alteração na glicose é detectada pela primeira vez durante a gestação ela é chamada Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Ambos os tipos de diabetes necessitam de cuidados especiais durante a gravidez.

O diabetes é causado por um problema com a insulina, hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para as células onde ela pode ser transformada e utilizada como fonte de energia. Quando o organismo não produz insulina suficiente ou não responde adequadamente ao hormônio, a glicose não pode entrar nas células e fica no sangue. Altos níveis de glicose no sangue são chamados de hiperglicemia.

Durante a gestação, após uma alimentação com carboidratos, ocorre um aumento na resistência ao hormônio insulina, fazendo com que a glicose (resultante da alimentação rica em carboidratos) fique disponível no sangue para ser transportada para o feto.

 Portanto, durante a gravidez, as células maternas utilizam menor quantidade de glicose, deixando-a livre no sangue de modo que fique disponível como fonte de energia para o feto. Assim, o organismo materno se adapta, reduzindo a utilização periférica de glicose para fornecê-la de maneira continuada para o feto. Isso ocorre normalmente durante a gestação. Aos poucos o organismo materno responde a essas alterações com um aumento de insulina (Hiperinsulinemia) para compensar o aumento da glicemia. Porém, o organismo de algumas mulheres não consegue fazer as compensações necessárias e elas apresentarão Diabetes Mellitus Gestacional.

Por isso, em sua gestação cuide-se! Faça exercícios, desde que você não tenha nenhuma restrição, pois eles ajudam a manter os níveis de glicose normais. Além disso, tenha uma alimentação saudável. Seu bebê depende do alimento que você come para crescer e se nutrir. A dieta é ainda mais importante se você tem diabetes.

Fontes: Obstetrícia, Rezende, 2004.

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