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Archive for novembro 2011


Agora que seu lindo bebê nasceu, seu corpo, novamente, passará por intensas e marcantes mudanças. O período pós-parto é também conhecido como o puerpério e começa com o nascimento do bebê e a expulsão da placenta e seus anexos. O fim do período deste é menos bem definido, mas é considerado frequentemente de 6-8 semanas após o parto, porque os efeitos da gravidez em muitos sistemas já se resolveram e estes sistemas, em grande parte, já retornaram ao seu estado pré-gestacional.

Este período é marcado pela involução e recuperação uterina e da mucosa vaginal.

Involução uterina – imediatamente após o parto, o útero começa a involuir (contrair), e essa retração é que permite que o útero retorne ao seu comprimento original (pré-gestacional). A contração das fibras musculares uterinas também ocasiona contração dos vasos sanguíneos uterinos o que é de grande importância na prevenção de hemorragias. O fundo uterino está localizado perto do umbigo em um prazo de 24 horas após o parto, entre a sínfise púbica e cicatriz umbilical dentro de uma semana pós-parto, não é mais palpável abdominal em duas semanas após o parto, e atinge seu tamanho normal, anterior à gravidez, em 6-8 semanas após o parto.

Lóquios – a secreção vaginal no pós-parto é denominada lóquios. Inicialmente é sanguínea (lóquios vermelhos), aos poucos torna-se serosanguínea (lóquios serosos) e ao término da segunda/terceira semana é uma secreção serosa esbranquiçada (lóquios brancos). Geralmente a secreção vaginal cessa de quatro a seis semanas após o parto.

O retorno da menstruação ocorre em média 45 dias após o parto. O aleitamento materno exclusivo pode determinar amenorréia de 8 a 12 meses e oferecer um certo grau de proteção anticonceptiva, influenciado pela frequência das mamadas, tempo de sucção e introdução de suplementos alimentares na dieta do recém-nascido.

Genitália externa e vagina – logo após o parto, toda a genitália externa e vagina apresentam um estado congestivo e edematoso, que regride comumente nas primeiras 48 horas, ocorrendo um relaxamento das paredes vaginais.

Parede abdominal –  a parede abdominal torna-se flácida e as visceras aos poucos voltam á posição original. A recuperação da tonicidade da musculatura da parede abdominal, distendida pelo útero gravídico, ocorre em média seis semanas após o parto, é lenta e às vezes imperfeita. O exercício supervisionado ajuda na recuperação da parede abdominal.

Fontes: uptodate.com; Baracho, 2007.

Com o fim do ano se aproximando, reserve algumas horinhas da semana para você relaxar… dedique um tempinho para você mesma… só seu… permita-se desfrutar de momentos de profundo relaxamento e bem-estar físico e mental. Isso, de maneira alguma, é futilidade! Encare como qualidade de vida, que, por sinal, acabamos deixando de lado devido às correrias de um dia-a-dia tumultuado.

Uma sessão de massagem, quando bem realizada, tem um ótimo efeito de relaxamento. A massagem atua sobre as terminações nervosas sensitivas eliminando sensações dolorosas e produzindo uma agradável sensação de bem-estar e relaxamento. Ao mesmo tempo, a fricção das mãos provoca a vasodilatação de capilares periféricos, a zona massageada pode ficar avermelhada (hiperemia). Essa hiperemia favorece o intercâmbio de oxigênio e nutrientes, favorecendo assim a nutrição tecidual, a eliminação de toxinas e a diminuição do cansaço. Ao permitir uma melhor circulação periférica, a massagem favorece a absorção de líquidos intersticiais e redução de edemas.

Portanto, repito, reserve umas horinhas da semana para você relaxar!

 

Todos sabem que a exposição solar em horários inapropriados e sem proteção só traz malefícios à saúde da pele. Uma queimadura é a reação mais comum encontrada depois de longos períodos sob o sol, sem falar no envelhecimento cutâneo, nas discromias e no câncer de pele.

Para muitas pessoas o período de verão e férias é sinônimo de pegar uma “corsinha”, ou seja, um bronzeado. Existem aquelas que buscam um melhor bronzeado a partir da ingestão de substâncias ricas em carotenóides, seja por meio de alimentos como cenoura, mamão, laranja ou por meio de cápsulas de betacaroteno. E elas estão certas! A fotoproteção sistêmica através de componentes endógenos oferece uma importante contribuição para a defesa da pele dos raios ultravioletas (UV).

Veja os mecanismos de ação:

  • Aumento da barreira contra a luz UV, como com compostos q absorvem o UV;
  • Proteção de células contra radicais livres, como substâncias antioxidantes;
  • Reparo dos danos induzidos pelo UV pelo estímulo de sistemas de reparo;
  • Supressão de respostas celular, como os anti-inflamatórios.

 

Nesse contexto, os carotenóides participam de um grupo de micronutrientes que contribuem para a defesa antioxidante e para a fotoproteção endógena. Carotenóides como pigmentos vegetais têm a função de proteger a planta contra o excesso de luz. Estão entre as principais substâncias capazes de se ligar aos radicais livres para proteger o organismo. Então, na pele humana, esse grupo de nutrientes está presente nos locais onde a luz UV causa danos na pele ou no olho. Os carotenóides contribuem significativamente para a cor normal da pele humana, em particular a amarelada.

Incluí-los na dieta é ótimo! Estudos mostraram que uma dieta rica em licopeno (carotenóide do tomate) eleva os níveis sanguíneos dessa substância e fornecem proteção depois de 10 semanas, evidenciado a partir de uma menor formação do eritema solar (queimadura, vermelhidão).

Mas se é difícil alimentar-se de uma maneira mais saudável, recorrer a cápsulas pode ser uma saída. Outras pesquisas confirmam que a suplementação orientada diminui a intensidade do eritema solar após um mínimo de 7 semanas de ingesta. Um profissional capacitado poderá orientar quanto a dose de betacaroteno, pois doses elevadas podem desencadear até câncer, segundo outro estudo.

 

Portanto, os carotenóides, pela função protetora que exercem, permitem a pigmentação da pele com maior segurança. Porém, não adianta começar a ingeri-los e não atentar para os outros cuidados necessários para a exposição solar.

 

Lembrando:

Os carotenóides são pigmentos naturais responsáveis pelas cores de amarelo a laranja ou vermelho de muitas frutas, hortaliças, gema de ovo, crustáceos cozidos e alguns peixes.

 

SIES H, STAHL W. Nutritional Protection Against Skin Damage From Sunlight.  Annu. Rev. Nutr. 2004.

RODRIGUES-AMAYA DB, KIMURA M, AMAYA-FARFAN J. Fontes Brasileiras de Carotenóides Tabela Brasileira de Composição de Carotenóides em Alimentos. 2008.  

O estrogênio, juntamente com outros fatores, também é responsável por alterações no sistema circulatório. Ocorre distensão de vasos e capilares, instabilidade vascular e proliferação de novos vasos sanguíneos.

A telangiectasias são veias da camada dérmica (camada média)  da pele que se encontram dilatadas. Ao pressionar a área central de uma dessas lesões, a lesão inteira irá clarear. Aparecem do segundo ao quinto mês de gestação como lesões vermelhas em face, braços e pernas.

As varicosidades são veias mais calibrosas que se encontram dilatas, alongadas e toruosas. Pode ocorrer em veias de 3 milímetros ou com maiores calibres, tornando-se varizes. Durante a gestação elas podem ocorrer nas pernas (safena), na vulva e hemorróidas, devido ao aumento do volume de sangue e pressão venosa nas veias femoral e pélvica pelo aumento do útero. Se você tem familiares seus com esse problema ou você mesma já o apresenta, existe uma maior chance que se desenvolvam na gestação.

Nas pernas ocorrem de acordo com as figuras abaixo:

Na vulva  ocorre a distensão venosa no vestíbulo e na vagina. Nesses casos as varicosidades podem aparecer como “ um saco de minhocas” no lábio alargado.

As hemorróidas são comuns no último trimestre da gestação e imediatamente no pós-parto.

 

PREVENÇÃO!

A prevenção não retira todos os riscos de não aparecerem telangiectasias e vAricosidades, mas pode diminuir as chances. Ai vão algumas dicas:

 

TRATAMENTO

O tratamento pode ser realizado após o nascimento do seu bebê.

Quando as alterações permanecem nas pernas o tratamento médico deve ser realizado depois de 3 ou 6 meses e normamente inclui sessões de escleroterapia ou procedimento cirurgicos. 

As varicosidades vulvares são de difícil tratamento.  Normalmente elas regridem ou, ao menos, diminuem no pós parto. Durante a gravidez, o tratamento conservador é através do suporte e da compressão vulvar, além de evitar a posição em pé por muito tempo.

 O tratamento de hemorróidas é médico. Você deve procurá-lo se não houver a regressão após o puerpério.

 

POMERANZ MK. The skin, hair, nails and mucous membranes during pregnancy. 2011.

ALGUIRE PT, SCOVELL S. Overview and management of lower extremity chronic venous disease. 2011.

www.uptodate.com

É importante a mama ser esvaziada para continuar a produzir leite. A sucção do bebê e o esvaziamento da mama são os controles da produção de leite. Esse sistema de regulação é formado pelos peptídeos supressores presentes no leite. É um mecanismo de proteção da própria mama contra os efeitos possivelmente danosos de seu enchimento demasiado. Se a mama não for esvaziada, ocorre acúmulo desses peptídeos supressores e a produção cessa. Mas se o leite é removido por sucção ou expressão, os peptídeos supressores são removidos e a mama volta a produzir leite. Portanto, o esvaziamento da mama é fundamental para a continuidade da produção de leite.

Fonte: Rego, J.D. Aleitamento Materno, 2006.


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