feminefisioterapia

Archive for dezembro 2011

Para melhorar uma pega, pode ser necessário colocar o bebê na posição invertida ou na posição em “cavalinho”. Essas posições são boas quando a mãe, destra ou canhota, tem dificuldade para colocar o bebê para mamar no seio oposto ao braço em que tem melhor coordenação motora ou para mamas grandes, doloridas ou com fissuras. Na posição em “cavalinho”. O bebê fica sentado na coxa da mãe, de frente para o seio, de pernas abertas, cavalgando a coxa da mãe. Na posição invertida, a mãe fica sentada e o bebê e seguro debaixo de seu braço como uma bola de futebol americano.

posição invertida

posição de cavalinho

Uma boa pega é também fundamental para um transcurso adequado da amamentação.

Não basta o bebê estar mamando o peito; é preciso que ele esteja mamando corretamente, e isto tem que ser checado. Todas as características de uma boa pega e nenhuma característica de uma má pega devem estar presentes para que a pega seja considerada correta, eficaz.

A boca deve estar bem aberta, parecendo uma boca de peixe. O lábio inferior deve estar voltado para fora, senão deve-se puxar o queixo da criança para baixo com o dedo indicador. Não deve haver estalidos ou formação de covinhas nas bochechas ao mamar. E, importante, a mãe não deve sentir nenhuma dor ao amamentar. Dor ou ardor, estalidos e covinhas ocorrem na maior parte dos casos devido à pega incorreta do seio, a pega só do mamilo.

Também se percebe que a criança deglute o leite e que ela fica relaxada e satisfeita ao final da mamada. O bebê engole a cada uma a quatro sucções. O movimento da deglutição é observado ou escutado. As sucções do bebê profundas e lentas seguidas de deglutição mostram que o leite está fluindo para a boca do bebê. É sinal de uma sucção eficaz o bebê sugar lenta e profundamente. Isto é um sinal importante de que ele está recebendo leite. Um bebê usualmente suga algumas vezes rapidamente, iniciando assim o reflexo da ocitocina. À proporção que o leite começa a fluir e sua boca se enche de leite, sua sucção se torna mais profunda e mais lenta. Então, ele pára e começa outra vez com algumas sugadas curtas.

Na pega incorreta, o bebê suga rapidamente todo o tempo, e isto é um sinal de que ele não está recebendo leite, pois não está sugando efetivamente.

 

Características da boa pega e da má pega

Pega correta, eficaz Pega incorreta, ineficaz
 

Boca bem aberta

Lábio inferior virado para fora

Língua acoplada em torno do seio

Bochechas redondas

Mais aréola acima da boca do bebê

Sugadas lentas e profundas, ruídos e pausas

Pode-se ver ou ouvir a deglutição

 

Boca pouco aberta, aponta para frente

Lábio inferior virado para dentro

Língua do bebê não visível

Bochechas tensas ou para dentro

Mais aréola abaixo da boca do bebê

Apenas sugadas rápidas

Ouvem-se ruídos altos ao sugar

Para sentir conforto e manter seu tórax estável, a mãe deve estar com as costas bem apoiadas e pelo menos um dos pés apoiado em um pequeno banco. A criança é que deve ser levada ao peito, e não o contrário. Ao se estimular o lábio inferior do bebê com o bico do seio, ele abre a boca. Assim que ele estiver com a boca aberta ao máximo, deve ser levado rapidamente ao seio. Na boa pega, o mamilo é posicionado no céu da boca.

O bebê deve estar calmo e bem alerta. Deve estar de frente para a mãe, com a barriga encostada na da mãe. Também o queixo e o nariz da criança devem estar bem encostados no seio. Ainda que o bebê fique com o nariz encostado na mama, ele poderá respirar normalmente, devido à conformação anatômica de seu nariz. Não há por que se preocupar com a respiração do bebê se parecer que ele está com o nariz encostado demais no seio. Se aquela posição estiver desagradando-o, ele afastará um pouco a cabeça para respirar melhor, já que nada está forçando a sua cabeça contra o peito; isto é, só os ombros, e não sua cabeça, que devem se apoiar no braço da mãe, deixando o pescoço livre para movimentação. As nádegas do bebê devem ser bem apoiadas. A cabeça e o corpo do bebê devem estar em linha reta e o pescoço não pode estar torcido.

 

A seguir, uma série de posts sobre a técnica de amamentação (eu dividi o texto em várias partes pra não ficar muito extenso de ler aqui!). Os textos foram tirados de um livro bem legal e prático:  “O Livro de Estímulo à Amamentação”, de Adolfo Paulo Bicalho Lana.

Colocar o bebê para mamar é muito simples se a mãe sabe como fazê-lo. A melhor forma de amamentar é aquela em que a mãe consegue, mais tranquilamente e da maneira mais cômoda para os dois, oferecer o seu leite para o filho. As roupas tanto da mãe quanto do bebê devem ser adequadas, não devendo restringir os movimentos. As mamas devem estar completamente expostas. O bebê não deve estar enrolado, e sim vestido de tal forma que os braços fiquem livres. O braço inferior do bebê deve estar posicionado ao redor da cintura da mãe, de maneira que não fique entre o corpo do bebê e a mãe.

Posicionamento do bebê ao seio

Sinais de boa postura corporal Sinais de má postura corporal
 

Mãe relaxada e confortável

Bebê próximo, de frente para o seio

Cabeça e corpo do bebê em linha reta

Queixo do bebê tocando o seio

Nádegas do bebê apoiadas

Mãe segura o seio em forma de “C”

Barriga encostada na barriga da mãe

 

Ombros tensos, deita sobre o bebê

Bebê longe da mãe

Pescoço do bebê torcido

Queixo do bebê não toca o seio

Só ombro ou cabeça apoiada

Mãe segura o seio em forma de tesoura

Barriga do bebê não encosta na barriga da mãe

 

            Sugar é instintivo. Ordenhar a mama com eficiência é uma técnica, muito simples, mas uma técnica. Consiste basicamente em fazer o bebê abocanhar a maior parte da aréola, e não apenas o mamilo, e posicionar adequadamente o bebê ao seio.

Nas duas fotos o queixo do bebê não toca o seio. Na primeira foto, o corpo do bebê não está virado e nem tem contato com a mãe. Os ombros da mãe estão tensos e as costas mal apoiadas. Postura incorreta da mãe e do bebê.

A mãe deve sustentar o seio com quatro dedos por baixo da mama e o polegar por cima, formando um “C”. Os dedos não devem ser colocados em forma de tesoura, pois afastam o seio da boca do bebê, levando à pega só do mamilo.

Na primeira foto a mãe está segurando a mama incorretamente: em “tesoura”. Na segunda foto a mãe está segurando a mama de forma correta: em “C”.

 

 

Verão, férias, calor, piscina, praia… são coisas que nos levam até uma fármacia ou um mercado para comprar um protetor solar. É claro que o protetor solar deveria ser usado sempre, em todas as épocas no ano,  isso é indiscutível. No entanto, é nessas situações que as pessoas lembram-se que ele existe. Além de escolher a marca, comumente se cuida o número escrito no produto que indica o FPS.

A sigla FPS significa Fator de Proteção Solar. Ele indica quantas vezes o tempo de exposição ao sol, sem o risco de eritema, pode ser aumentado com o uso do protetor. Quanto maior o FPS maior será a proteção, ou seja, maior será o tempo que a pele ficará protegida frente à radiação UVB.  Lembrando que os raios UVA não são filtrados/bloqueados por protetores apenas com FPS, é necessário indicação de proteção UVA.

A definição do FPS é feita através de experimentos “in vivo”, em que se determina a Dose Mínima Eritematosa (dose mínima de UVB necessária para produzir a primeira reação eritematosa), sem levar em conta a proteção anti-UVA. Para calculá-lo é importante saber quanto tempo conseguimos permanecer ao sol, sem nenhum protetor solar, até aparecer na pele uma leve vermelhidão (eritema) e multiplicar o valor encontrado pelo FPS do produto. Por exemplo, se o tempo máximo de exposição ao sol, sem filtro solar, for de seis minutos e o fator de proteção solar do produto utilizado for quinze, o tempo máximo de exposição será de noventa minutos.

A reaplicação do produto não ampliará o tempo de permanência ao sol. Para um tempo maior deve-se utilizar um protetor solar com FPS superior. Portanto, a reaplicação deve ser feita sempre que houver remoção e deve-se respeitar ao tempo máximo de permanência ao sol que o produto permite. Alguns autores recomendam escolher um FPS de pelo menos 15, que proporcione forte proteção contra o desenvolvimento de câncer da pele.

CASTILHO, SOUSA e LEITE, 2010

DORIA et al, 2009

 FLOR, DAVOLOS e CORREA, 2007

Um tratamento estético para redução de medidas consiste em utilizar recursos que aumentem o metabolismo local e estimulem a mobilização da gordura. Esse mecanismo apenas disponibiliza a gordura contida no interior da célula adipocitária para que o organismo a gaste para suas atividades. Portanto, os cuidados alimentares e a prática de atividade física se tornam necessários para aumentar a efetividade deste tratamento. Uma vez que a ingesta calórica for menor que o gasto energético ou o gasto energético for maior que a energia proveniente da alimentação, o organismo terá que buscar energia para as atividades na gordura mobilizada previamente. Caso contrário, o que pode acontecer é a gordura ser armazenada no interior do adipócito novamente.

            Abaixo segue uma pirâmide nutricional para que você acompanhe como anda a sua alimentação.

 

Lembre-se que o nutricionista é o profissional mais indicado para auxiliar você na sua reeducação alimentar.

 


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