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     A gestação é um período de intensas e rápidas mudanças na vida do casal e principalmente da mulher, em que surgem muitas dúvidas e afloram medos e inseguranças. Por essas razões, a troca de experiências entre casais que estão vivendo a gestação, em diferentes fases, assim como o aconselhamento de profissionais sobre esse período torna-se uma ferramenta bastante importante.

     O esclarecimento de dúvidas e preocupações sobre a gestação, parto e amamentação busca desenvolver a segurança no casal em relação à maternidade e paternidade. A participação do pai nesse processo visa fortalecer o vínculo entre o casal para que ambos compartilhem o cuidado com bebê assim como as dúvidas, medos e responsabilidades inerentes dessa fase da vida.

     Portanto, o processo educativo realizado durante a gestação auxilia pais e mães a se sentirem mais preparados para lidar com as possíveis dificuldades de todo esse novo momento em suas vidas. Além disso, torna-os aptos a tomar as próprias decisões sobre os cuidados com o bebê assim como sobre a amamentação, aumentando a probabilidade de amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida.

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O contato pele a pele é feito logo após o parto, quando o bebê e a mãe estiverem estáveis. É a primeira troca de carinho entre mãe e filho! Todos os bebês e mães estáveis se beneficiam com este contato pele a pele imediatamente após o parto.  Os bebês que não estejam estáveis imediatamente após o parto podem ter o contato pele a pele mais tarde, quando estiverem estáveis. Este contato pode ser feito também pelo pai do bebê.

Quais os benefícios desse contato precoce da mãe com o seu bebê?

– Acalma a mãe e o bebê e ajuda a estabilizar os batimentos cardíacos e a respiração do bebê.

– Mantém o bebê aquecido com o calor do corpo da mãe. O bebê e a mãe devem ser cobertos por um mesmo manto.

– Auxilia a adaptação metabólica e a estabilização da glicose sanguínea do bebê.

– Reduz o choro do lactente, reduzindo assim o estresse e o uso de energia.

– Facilita o estreitamento dos vínculos afetivos entre mãe e bebê, uma vez que ele fica alerta nas primeiras horas. Após duas ou três horas, é comum que os bebês durmam por longo período.

– Permite que o bebê encontre a mama e a pegue sozinho, o que tem maior probabilidade de resultar em sucção efetiva do que quando o bebê é separado de sua mãe nas primeiras horas de vida.

Fale com seu médico sobre essa possibilidade, caso seja sua vontade!!

 

 

 

Fonte:

Fundo das Nações Unidas para a Infância.
Iniciativa Hospital Amigo da Criança : revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado : módulo 3. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.

 

  • Ter um acompanhante durante o parto, que pode ajudá-la a ficar mais confortável e ter maior controle.
  • Deixar o bebê em contato pele a pele com você imediatamente após o nascimento, isso o manterá aquecido e favorecerá o início precoce da amamentação.
  • Manter o bebê ao seu lado (alojamento conjunto no mesmo quarto ou leito), para que seja fácil e seguro alimentá-lo.
  • Aprender os sinais de fome do bebê, para que a alimentação seja conduzida pelo bebê e não simplesmente siga um horário fixo.
  • Amamentar com frequência, o que favorece a produção de leite.
  • Amamentação exclusiva sem suplementos, mamadeiras ou bicos artificiais.
  • É importante aprender o posicionamento e a pega corretos para o aleitamento.

 

Existem inúmeros benefícios do aleitamento materno, tanto para a mãe, quanto para a criança. Já está devidamente comprovada, por estudos científicos, a superioridade do leite maternosobre os leites de outras espécies. São vários os argumentos em favor do aleitamento materno.

Vantagens do aleitamento materno para a mãe:

  • facilita o estabelecimento do vínculo afetivo mãe-filho;
  • previne as complicações hemorrágicas no pós-parto e favorece a regressão uterina ao seu tamanho normal;
  • contribui para o retorno mais rápido ao peso pré-gestacional;
  • é um método natural de planejamento familiar, entretanto somente antes de seis meses, quando a criança está em aleitamento materno exclusivo, em livre demanda, inclusive durante a noite, e que a mãe não tenha ainda menstruado;
  • pode reduzir o risco de câncer de ovário e mama; e
  • pode prevenir a osteoporose.

Vantagens do aleitamento materno para o bebê:

  • é o alimento completo para o lactente menor de seis meses, tanto no aspecto nutricional, como digestivo. Por ser da mesma espécie, o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies.
  • facilita a eliminação de mecônio e diminui o risco de icterícia;
  • protege contra infecções (especialmente diarréia, infecções respiratórias e otite), pela ausência do risco de contaminação e pela presença de anticorpos e de fatores anti-infecciosos;
  • aumenta o laço afetivo mãe-filho, promovendo mais segurança ao bebê.
  • colabora efetivamente para diminuir a taxa de desnutrição proteico-calórica e, conseqüentemente, para a diminuição dos índices de mortalidade infantil;
  • diminui a probabilidade do desencadeamento de processos alérgicos, pelo retardo da introdução de proteínas heterólogas existentes no leite de vaca;
  • melhora a resposta às vacinações e a capacidade de combater doenças mais rapidamente;
  • diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes;
  • reduz as chances de obesidade.

Além disso, o leite materno o não custa nada, é limpo e não contém micróbios, já vem pronto e está na temperatura certa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos ou mais.

Amamentar é um ato de amor e doação. Requer aprendizado e paciência. Quando feito corretamente, não deve causar dor ou desconforto para a mãe. Caso isso ocorra, procure ajuda.

Fontes:

Ministério da Saúde. Saúde da Criança: nutrição infantil. Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. 2009.

Ministério da Saúde. Parto, Aborto e Puerpério. Assistência Humanizada à Mulher. 2001

                                                                                                                             

Sabemos que a amamentação deve ser oferecida sob livre demanda, ou seja, quando o bebê quiser ou sempre que ele tiver fome e por quanto tempo desejar. Mas como identificar se o seu bebê está com fome? Normalmente, a mãe aprende a identificar quando se filho está com fome e abaixo listamos algumas dicas para ajudar você nesse momento.

  • O bebê abre a boca, procura pelo peito, copo ou bico.
  • Faz movimentos ou sons de sucção, lambe os lábios, mostra a língua.
  • Põe a mão na boca
  • Faz movimentos rápidos com os olhos mesmo antes de abri-los.
  • Movimenta a cabeça para frente e para trás, franzindo as sobrancelhas.
  • Fica agitado e pode chorar.

Para melhorar uma pega, pode ser necessário colocar o bebê na posição invertida ou na posição em “cavalinho”. Essas posições são boas quando a mãe, destra ou canhota, tem dificuldade para colocar o bebê para mamar no seio oposto ao braço em que tem melhor coordenação motora ou para mamas grandes, doloridas ou com fissuras. Na posição em “cavalinho”. O bebê fica sentado na coxa da mãe, de frente para o seio, de pernas abertas, cavalgando a coxa da mãe. Na posição invertida, a mãe fica sentada e o bebê e seguro debaixo de seu braço como uma bola de futebol americano.

posição invertida

posição de cavalinho

Uma boa pega é também fundamental para um transcurso adequado da amamentação.

Não basta o bebê estar mamando o peito; é preciso que ele esteja mamando corretamente, e isto tem que ser checado. Todas as características de uma boa pega e nenhuma característica de uma má pega devem estar presentes para que a pega seja considerada correta, eficaz.

A boca deve estar bem aberta, parecendo uma boca de peixe. O lábio inferior deve estar voltado para fora, senão deve-se puxar o queixo da criança para baixo com o dedo indicador. Não deve haver estalidos ou formação de covinhas nas bochechas ao mamar. E, importante, a mãe não deve sentir nenhuma dor ao amamentar. Dor ou ardor, estalidos e covinhas ocorrem na maior parte dos casos devido à pega incorreta do seio, a pega só do mamilo.

Também se percebe que a criança deglute o leite e que ela fica relaxada e satisfeita ao final da mamada. O bebê engole a cada uma a quatro sucções. O movimento da deglutição é observado ou escutado. As sucções do bebê profundas e lentas seguidas de deglutição mostram que o leite está fluindo para a boca do bebê. É sinal de uma sucção eficaz o bebê sugar lenta e profundamente. Isto é um sinal importante de que ele está recebendo leite. Um bebê usualmente suga algumas vezes rapidamente, iniciando assim o reflexo da ocitocina. À proporção que o leite começa a fluir e sua boca se enche de leite, sua sucção se torna mais profunda e mais lenta. Então, ele pára e começa outra vez com algumas sugadas curtas.

Na pega incorreta, o bebê suga rapidamente todo o tempo, e isto é um sinal de que ele não está recebendo leite, pois não está sugando efetivamente.

 

Características da boa pega e da má pega

Pega correta, eficaz Pega incorreta, ineficaz
 

Boca bem aberta

Lábio inferior virado para fora

Língua acoplada em torno do seio

Bochechas redondas

Mais aréola acima da boca do bebê

Sugadas lentas e profundas, ruídos e pausas

Pode-se ver ou ouvir a deglutição

 

Boca pouco aberta, aponta para frente

Lábio inferior virado para dentro

Língua do bebê não visível

Bochechas tensas ou para dentro

Mais aréola abaixo da boca do bebê

Apenas sugadas rápidas

Ouvem-se ruídos altos ao sugar


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