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O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres.  Se descoberto no início, tem mais chances de cura. Olhe, sinta e perceba o que é normal para as suas mamas. Verifique se existe algumas dessas alterações:

  • Caroço acompanhado ou não de dor;
  • Pele da mama vermelha ou com feridas que não cicatrizam;
  • Alterações no mamilo;
  • Abaulamentos ou retrações na pele da mama e/ou mamilo (aspecto semelhante a casca de laranja);
  • Secreção no mamilo;
  • Caroços embaixo das axilas.

Em caso de observar essas ou outras alterações, procure seu médico. Atenção, o autoexame das mamas é importante, porém as visitas rotineiras ao médico não podem ser substituídas, pois o exame clínico das mamas pode detectar tumores de até um centímetro, se superficiais, e a mamografia permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas, medindo milímetros. A saúde é seu bem mais precioso. Cuide-se!

Fonte: inca.gov.br

A reconstrução de mama, desenvolvida com o objetivo de manter a estética e oferecer à mulher mastectomizada um novo sentimento de feminilidade, pode ser realizada no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia (imediata) ou meses após (tardia), mas, para que seja realizada a paciente deve apresentar condições clínicas adequadas, principalmente quando são usados retalhos miocutâneos.

As técnicas utilizadas são:

  • próteses – consiste na colocação de prótese de silicone sob os retalhos da mastectomia;

  • expansores – seu objetivo é aumentar a quantidade de tecido na área mastectomizada, formando assim uma bolsa, de forma que quando for trocado pela prótese de silicone definitiva haja uma diminuição na incidência de contratura capsular;

  • retalhos miocutâneos – podem ser utilizados o músculo reto abdominal ou o grande dorsal.

O prognóstico da doença não piora com a realização da reconstrução, seja ela imediata ou tardia.

Embora muito se tenha avançado no que diz respeito aos métodos propedêuticos, diagnóstico precoce e formas de tratamento do câncer de mama, a incidência e taxa de mortalidade da doença continuam alarmantes.

Além de ser heterogênea, com manifestações e repercussões clínicas variáveis, a doença tem impacto psicológico importante desde o momento do diagnóstico até o tratamento e expectativa de vida, e sua abordagem deve ser ampla e atualizada, mas também integrada em seus diversos aspectos.

A escolha do tratamento para o câncer de mama depende da avaliação individual e criteriosa de cada caso. Os parâmetros a serem analisados levam em conta as características do tumor, da paciente e da fase em que é diagnosticada a doença.

A cirurgia constitui uma das etapas mais importantes no tratamento de câncer de mama, incluindo a remoção do tumor e dos tecidos adjacentes e, quase sempre, o esvaziamento axilar.

Fonte: BARACHO, 2007.

O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e consequentes diferenças nas respostas terapêuticas.

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

Aspectos endócrinos – possuem risco aumentado as mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade e terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Ligados a idade – história familiar, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, podem indicar predisposição genética associada à presença de mutações em determinados genes.

Genéticos – o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos.

Outros fatores – incluem a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos, a ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia), obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa, e sedentarismo.  A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

Fonte: INCA

 As pressões das contrações musculares somadas à compressão do enfaixamento compressivo estimulam o funcionamento linfático, aumentando a absorção, a atividade motora dos linfângions e o movimento dos vasos linfáticos, potencializando, assim, a circulação de retorno.

Os exercícios abrangem as articulações do ombro, cotovelo, punho, dedos e cintura escapular. São utilizados principalmente os exercícios de grandes amplitudes e de fácil memorização para que o paciente participe ativamente desta atividade.

O enfaixamento compressivo deve ser utilizado para manter e incrementar os efeitos da drenagem linfática manual. A grande maioria dos linfedemas ocorre devido a uma insuficiência linfática. O enfaixamento tem como objetivo aumentar o fluxo linfático através do aumento de pressão tecidual e prevenir um novo acúmulo de líquido após a drenagem linfática manual, gerando uma compressão extra que ajudará a compensar esta insuficiência linfática. O enfaixamento deve ser funcional e a pressão deve ser maior na mão e deve ir diminuindo em direção à axila. A manutenção da redução obtida através do enfaixamento compressivo deve ser realizada com o uso de braçadeiras elásticas. Nos linfedemas que não são reversíveis espontaneamente, o uso da braçadeira deve ser contínuo.

 

A drenagem linfática manual é uma técnica complexa que utiliza manobras que atuam principalmente sobre o sistema linfático superficial e que tem como objetivo drenar o excesso de líquido acumulado.

O princípio básico da drenagem linfática manual é a utilização de manobras realizadas pelo fisioterapeuta que se iniciam nas áreas mais afastadas do linfedema, indo depois para a região edemaciada.

A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem que envolve a superfície da pele e segue a anatomia linfática do corpo. A drenagem produz um aumento da absorção, acelerando o deslocamento da linfa, além de estimular os capilares que se encontram inativos e aumentar a motricidade da unidade linfática, o linfângion.


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