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Archive for the ‘Modificações do Organismo Materno’ Category

Diabetes Mellitus é uma condição em que ocorrem níveis elevados de glicose no sangue. A glicose é um açúcar, principal fonte de energia do nosso organismo. Níveis de glicose elevada no nosso sangue, podem causar problemas de saúde. Esta condição pode estar presente desde antes da gestação, quando então é chamado Diabetes Mellitus pré-gestacional.

Quando a alteração na glicose é detectada pela primeira vez durante a gestação ela é chamada Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Ambos os tipos de diabetes necessitam de cuidados especiais durante a gravidez.

O diabetes é causado por um problema com a insulina, hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para as células onde ela pode ser transformada e utilizada como fonte de energia. Quando o organismo não produz insulina suficiente ou não responde adequadamente ao hormônio, a glicose não pode entrar nas células e fica no sangue. Altos níveis de glicose no sangue são chamados de hiperglicemia.

Durante a gestação, após uma alimentação com carboidratos, ocorre um aumento na resistência ao hormônio insulina, fazendo com que a glicose (resultante da alimentação rica em carboidratos) fique disponível no sangue para ser transportada para o feto.

 Portanto, durante a gravidez, as células maternas utilizam menor quantidade de glicose, deixando-a livre no sangue de modo que fique disponível como fonte de energia para o feto. Assim, o organismo materno se adapta, reduzindo a utilização periférica de glicose para fornecê-la de maneira continuada para o feto. Isso ocorre normalmente durante a gestação. Aos poucos o organismo materno responde a essas alterações com um aumento de insulina (Hiperinsulinemia) para compensar o aumento da glicemia. Porém, o organismo de algumas mulheres não consegue fazer as compensações necessárias e elas apresentarão Diabetes Mellitus Gestacional.

Por isso, em sua gestação cuide-se! Faça exercícios, desde que você não tenha nenhuma restrição, pois eles ajudam a manter os níveis de glicose normais. Além disso, tenha uma alimentação saudável. Seu bebê depende do alimento que você come para crescer e se nutrir. A dieta é ainda mais importante se você tem diabetes.

Fontes: Obstetrícia, Rezende, 2004.

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O volume sanguíneo materno aumenta durante a gravidez em torno de 40 – 50% para compensar as demandas aumentadas do sistema vascular uterino hipertrofiado, equilibrar a redução natural do retorno venoso (desencadeada pela compressão da veia cava inferior) e tolerar as perdas sanguíneas durante o parto. Esse aumento de volume sanguíneo inicia aproximadamente na sexta semana de gestação, atinge o máximo com 34 semanas e se mantém estável até o termo.

Existe também um incremento nas demandas de ferro na gestante, pois as necessidades fetais estão elevadas. Por essa razão, existe a necessidade de as mulheres reporem ferro (sulfato ferroso) durante a gestação e lactação.

A maior parte das adaptações do aparelho cardiovascular ocorrem logo no primeiro trimestre. Inicialmente, observa-se um incremento da Frequência Cardíaca (número de batimentos cardíacos) de repouso de cerca de 10-15 batimentos cardíacos por minuto. Além disso, ocorre um aumento em torno de 30-50% do Débito Cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto). O volume de sangue materno também aumenta, com um aumento de volume plasmático de aproximadamente 40%.

Na gestação, a pressão arterial diminui e esta redução é mais marcante no segundo trimestre, pois guarda íntima relação com o desenvolvimento placentário, mais expressivo neste período.

Está comprovada a influência da postura na dinâmica circulatória da gestante. O fenômeno conhecido por Síndrome de hipotensão supina descreve uma queda significativa do débito cardíaco, pela compressão da veia cava inferior pelo útero, quando a grávida permanece em decúbito dorsal (deitada de barriga para cima) por cerca de 4 – 5 minutos. Esta compressão desencadeia um reflexo chamado vasovagal que acarreta bradicardia (redução dos batimentos cardíacos), hipotensão (redução da pressão arterial) e lipotimia (perda de consciência acompanhada de palidez e suores frios). O distúrbio é rapidamente corrigido quando a gestante é posicionada em decúbito lateral. Além disso, a veia cava, comprimida pelo útero aumentado, determina a formação de edemas e varizes em membros inferiores.

 

Na gestação ocorre um aumento natural na água corporal total da gestante. O acréscimo de água é da ordem de 7,5 a 8,5 litros, com a incorporação aos tecidos de aproximadamente 1,5 a 1,7 litros. Os tecidos encontram-se mais hidratados na gestação.

A gestante adquire, em média, 12,5 Kg em toda a gestação. Este aumento é conferido ao útero e ao seu conteúdo (feto, placenta, líquido amniótico), ao crescimento das mamas, aumento do volume sanguíneo e do líquido extravascular, e às alterações metabólicas responsáveis pelo aumento da água celular e pela deposição de proteínas e gorduras nos tecidos maternos para compor suas reservas.

Portanto, a gestante deve ficar atenta ao seu ganho de peso para que este não seja exagerado. O ganho de peso excessivo maximiza as alterações fisiológicas da gravidez, fazendo com que a gestante se sinta mais cansada, mais propensa a dores musculares e articulares e ao desenvolvimento de incontinência urinária, de síndromes hipertensivas e do dibetes gestacional.

Verifique, durante as consultas de pré-natal, como está seu ganho de peso, para que ele seja bem distribuído durante toda a gravidez. Por isso, vale lembrar da importância não só dos exercícios físicos orientados mas também do acompanhamento nutricional no decorrer a gestação.

O centro de gravidade se desloca anteriormente em função do peso adicional ao qual a gestante está submetida (útero, feto, anexos e mamas). De forma compensatória, a grávida altera sua postura para corrigir seu eixo corporal, assumindo progressivo aumento da lordose lombar e ampliando sua base de sustentação, com aparecimento de uma marcha típica – andar oscilante, passos curtos e lentos, base de sustentação alargada – marcha anseriana.

Durante a gravidez ocorrem também modificações do sistema articular, representadas pelo relaxamento dos ligamentos. Esta frouxidão acomete todas as articulações do organismo materno. No entanto, nota-se maior mobilidade das articulações sacro-ilíacas, sacro-coccígeas e do pubi. O relaxamento articular contribui para as alterações da postura materna, que desencadeiam lombalgias, sobretudo na gravidez avançada.

Ao final do período gestacional, este desconforto se acentua, podendo surgir dor na região cervical, causada pela flexão mantida do pescoço. Além disso, os nervos ulnar e mediano, eventualmente, podem sofrer pequenas trações ocasionadas por um deslocamento posterior da cintura escapular, produzindo assim desconforto e dormência nos membros superiores.

 

Durante a gestações ocorrem adaptações do organismo da mulher decorrentes das reações orgânicas à presença do bebê. Essas adaptações podem produzir sintomas, que mesmo fisiológicos podem, por vezes, causar alguns desconfortos.

Para um melhor entendimento de todo esse processo faremos uma série de posts para ajudar você a compreender melhor o porquê dessas modificações e como elas ocorrem.


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