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Muitos pacientes beneficiam-se da aplicação de massagens para prevenção de fibroses e aderências cicatriciais, assim como de drenagem linfática manual, de enfaixamento compressivo e dos exercícios linfocinéticos para a prevenção e tratamento de linfedemas. Nos casos de linfedema, a fisioterapia também esclarece os pacientes sobre os fatores que podem causar linfedema e os cuidados com a pele.

A adequação da massagem para o paciente com câncer depende de diversos aspectos, incluindo o tipo de câncer, se está ativo ou em remissão ou se é terminal. Também devem ser considerados os tipos de movimento de massagem a ser executado, o objetivo e a extensão da aplicação, local ou sistêmica.

A massagem é aplicada para aliviar a percepção da dor, reduzir a ansiedade e aumentar o relaxamento. Porém, devem ser tomados alguns cuidados, pois o paciente com câncer pode apresentar trombocitopenia, redução no número de plaquetas, após o tratamento com quimioterapia e radioterapia. Tal condição torna os tecidos muito sensíveis e, assim, os movimentos pesados de massagem devem ser omitidos. Nestes casos, a massagem é limitada a uma ou duas regiões do corpo – por exemplo, nas mãos, no rosto e nos ombros ou pés para efeito de relaxamento e de forma muito leve.

Como ocorre com outros problemas, a massagem tem suas limitações e contra-indicações. Ela não deve ser aplicada diretamente sobre um tumor ou região próxima a ele ou sobre gânglios linfáticos a ele conectados. As áreas que recebem radioterapia tornam-se muito sensíveis ao toque e aos movimentos na pele e, portanto, a massagem nessas regiões pode causar desconforto. Assim, as áreas que passaram por radiação recentemente, não recebem massagem. Outra razão é a pele irradiada tornar-se muito frágil e propensa a sofrer danos com a massagem. As áreas de tratamento também não devem receber óleos e loções, que podem interferir com a radiação.

Um efeito muito significativo da massagem é o apoio emocional que ela oferece ao paciente, seja efetuada no corpo inteiro seja em uma região pequena, como a mão. As pesquisas clínicas indicam que o toque é extremamente importante no processo de cura, já que invariavelmente cria uma sensação de carinho e bem-estar no paciente. O apoio emocional para a pessoa com câncer tem um valor inestimável, desde o início da condição.

Desde que não existam contra-indicações, a massagem pode ser aplicada com cuidado no período de tratamento e depois deste ou quando se iniciam os cuidados paliativos. Ela é usada para aliviar alguns dos sintomas tais como fadiga e dor, e para dar continuidade ao apoio emocional.

Esta abordagem aos pacientes com câncer também é utilizada com sucesso pelo Instituto Paulista de Cancerologia.

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Atualmente, observa-se a necessidade de uma abordagem interdisciplinar na atenção ao câncer. A integração de várias especialidades determina melhores resultados, intercedendo positivamente na qualidade de vida dessa população após o tratamento e favorecendo o seu retorno às atividades físicas, sociais e profissionais.

A fisioterapia desempenha um papel muito importante no quadro das profissões que atendem aos pacientes portadores de câncer. Após a cirurgia, esses pacientes apresentam alterações importantes em nível anatômico, dependente da extensão e localização da massa tumoral, alterações fisiológicas e até mesmo funcionais que podem vir acompanhadas de dores, alterações respiratórias e na forma física e mudança de esquema corporal.

Baseada nessas alterações, a reabilitação é primordial por permitir uma recuperação adequada através da prevenção e tratamento de possíveis sequelas do processo cirúrgico, favorecendo o retorno às atividades de vida diária, e melhor qualidade de vida. A fisioterapia é uma importante aliada em cada uma das fases de tratamento, sendo necessário conhecer e identificar as necessidades do paciente, os sintomas e suas causas, e o impacto do tratamento nas atividades de vida diária.


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