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A seguir, uma série de posts sobre a técnica de amamentação (eu dividi o texto em várias partes pra não ficar muito extenso de ler aqui!). Os textos foram tirados de um livro bem legal e prático:  “O Livro de Estímulo à Amamentação”, de Adolfo Paulo Bicalho Lana.

Colocar o bebê para mamar é muito simples se a mãe sabe como fazê-lo. A melhor forma de amamentar é aquela em que a mãe consegue, mais tranquilamente e da maneira mais cômoda para os dois, oferecer o seu leite para o filho. As roupas tanto da mãe quanto do bebê devem ser adequadas, não devendo restringir os movimentos. As mamas devem estar completamente expostas. O bebê não deve estar enrolado, e sim vestido de tal forma que os braços fiquem livres. O braço inferior do bebê deve estar posicionado ao redor da cintura da mãe, de maneira que não fique entre o corpo do bebê e a mãe.

Posicionamento do bebê ao seio

Sinais de boa postura corporal Sinais de má postura corporal
 

Mãe relaxada e confortável

Bebê próximo, de frente para o seio

Cabeça e corpo do bebê em linha reta

Queixo do bebê tocando o seio

Nádegas do bebê apoiadas

Mãe segura o seio em forma de “C”

Barriga encostada na barriga da mãe

 

Ombros tensos, deita sobre o bebê

Bebê longe da mãe

Pescoço do bebê torcido

Queixo do bebê não toca o seio

Só ombro ou cabeça apoiada

Mãe segura o seio em forma de tesoura

Barriga do bebê não encosta na barriga da mãe

 

            Sugar é instintivo. Ordenhar a mama com eficiência é uma técnica, muito simples, mas uma técnica. Consiste basicamente em fazer o bebê abocanhar a maior parte da aréola, e não apenas o mamilo, e posicionar adequadamente o bebê ao seio.

Nas duas fotos o queixo do bebê não toca o seio. Na primeira foto, o corpo do bebê não está virado e nem tem contato com a mãe. Os ombros da mãe estão tensos e as costas mal apoiadas. Postura incorreta da mãe e do bebê.

A mãe deve sustentar o seio com quatro dedos por baixo da mama e o polegar por cima, formando um “C”. Os dedos não devem ser colocados em forma de tesoura, pois afastam o seio da boca do bebê, levando à pega só do mamilo.

Na primeira foto a mãe está segurando a mama incorretamente: em “tesoura”. Na segunda foto a mãe está segurando a mama de forma correta: em “C”.

 

 

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É importante a mama ser esvaziada para continuar a produzir leite. A sucção do bebê e o esvaziamento da mama são os controles da produção de leite. Esse sistema de regulação é formado pelos peptídeos supressores presentes no leite. É um mecanismo de proteção da própria mama contra os efeitos possivelmente danosos de seu enchimento demasiado. Se a mama não for esvaziada, ocorre acúmulo desses peptídeos supressores e a produção cessa. Mas se o leite é removido por sucção ou expressão, os peptídeos supressores são removidos e a mama volta a produzir leite. Portanto, o esvaziamento da mama é fundamental para a continuidade da produção de leite.

Fonte: Rego, J.D. Aleitamento Materno, 2006.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as crianças sejam amamentadas até os dois anos de idade ou mais e que recebam somente leite materno até os seis meses. Porém, pesquisa nacional realizada pelo Ministério da Saúde em 2008 revelou que metade das crianças brasileiras tem a amamentação exclusiva interrompida antes de completarem dois meses de vida e já não recebem mais leite materno em torno de onze meses.

Por isso, além das diversas ações de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno que vem sendo desenvolvidas em todo o País, é preciso incorporar novas estratégias de apoio à amamentação envolvendo todos os setores da sociedade.

Como os empregadores podem apoiar?

  • Respeitando e aderindo às leis que protegem a amamentação.
  • Respeitando o período constitucional da licença maternidade.
  • Aderindo à licença-maternidade de seis meses.
  • Respeitando o direito de dois períodos de meia-hora cada para amamentar durante a jornada de trabalho até os seis meses de idade, se a mulher estiver trabalhando neste período.
  • Criando no trabalho condições de amamentação e/ou de extração, coleta e armazenamento do leite materno. Se a mulher tem, na volta ao trabalho, condições para continuar a amamentação, poderá prosseguir dando o melhor alimento a seu filho e protegendo-o contra doenças.

Salas de apoio à amamentação

Na maioria das vezes não há nas empresas ou instituições em geral um lugar apropriado para a trabalhadora que amamenta esvaziar as mamas durante a jornada de trabalho, o que impede que a mulher aproveite o leite retirado para oferecer ao seu filho posteriormente.

Diante desta demanda, algumas empresas brasileiras já criaram Salas de Apoio à Amamentação, destinadas à extração e estocagem de leite materno durante a jornada de trabalho. Não só a dupla mãe-criança se beneficia com a Sala de Apoio à Amamentação. As empresas também se beneficiam com o menor absenteísmo da funcionária, haja vista as crianças amamentadas adoecerem menos.

Fonte: www.saude.gov.br

Mastite é uma infecção bacteriana de um ou mais segmentos da mama, geralmente unilateral, tendo como porta de entrada, na maioria das vezes, a fissura mamilar.

Dentre os fatores predisponentes das mastites estão fadiga, estresse e todas as situações que favoreçam a estagnação do leite materno. Os agentes mais comuns causadores das mastites são: Staphylococcus áureos, Escherichia coli e, raramente, Streptococcus.

O quadro clínico da mastite é caracterizado por dor intensa, calor e hiperemia no local afetado, febre e mal-estar geral. Os sintomas gerais, em muitos casos, lembram a sintomatologia da gripe. Na maioria dos casos de mastite, o calor e o edema são unilaterais ao contrário do ingurgitamento, que mais frequentemente é bilateral.

É importante salientar que o diagnóstico de mastite não contra-indica a amamentação, sendo fundamental o esvaziamento mamário completo para que se evitem complicações. O ideal é iniciar a mamada pela mama contralateral para que a descida do leite facilite a sucção no lado afetado.

O repouso, associado ao uso de antibióticos e analgésicos, é de fundamental importância para a resolução da mastite. O médico deverá ser consultado para a escolha criteriosa da medicação, considerando-se sempre seus efeitos na criança.

O ideal é até seis meses de idade como alimento único e exclusivo, isto é, sem água, nem suco, nem sopinha, nem chás.

Após seis meses, o leite de peito continua importantíssimo e é o alimento básico, mas é necessária a introdução de alimentos complementares oportunos. É recomendado manter a amamentação até os dois anos de vida ou mais; o leite materno continua proporcionando vantagens nutricionais e imunológicas nesta faixa etária.

Regra geral: de acordo com a necessidade da criança (sinais de fome) ou da mãe (peitos cheios).

O recém nascido precisa ser amamentado frequentemente nos primeiros dias. Na prática, isto significa dez a 12 vezes em 24 horas. Do segundo ao sétimo dia, o intervalo entre as mamadas pode variar de uma a três horas.

Por vários motivos, ligados às circunstâncias perinatais, alguns recém nascidos nos primeiros dias são exageradamente dorminhocos. Nesse caso, se ele estiver dormindo muito, por mais de três horas, é melhor acordá-lo para mamar (despir o bebê, deixando-o só de fralda; colocá-lo sentado, em posição de alerta; fazer massagem suave nos pés, cobri-lo com uma manta e colocar no peito para mamar). Após o período neonatal, se o peso estiver ascendente, não é necessário acordá-lo.

Cada criança tem seu ritmo próprio, que deve ser respeitado. Quem faz o horário é a criança, não é o relógio. O controle deve ser feito pelo exame do bebê: atividade, vivacidade, turgor firme e pelo aumento de peso e ganho em comprimento.

OBS: Me empolguei com o livro “Aleitamento Materno, de José Dias Rego, por isso todos esses posts (e ainda tem mais!) sobre amamentação! =D

Deve-se deixar o bebê mamar o quanto tempo quiser, até quando largar o peito espontaneamente. Depois de o bebê esgotar o primeiro peito e soltá-lo, oferecer o segundo peito.

A duração da mamada é determinada pela criança: cada criança tem seu ritmo próprio. Mas se a mamada for exageradamente longa ou curta, alerta: pode estar havendo algum problema (“mamada ineficiente”).

Portanto, deixar o bebê mamar até soltar o primeiro peito; só depois oferecer o segundo. Durante todo o tempo da mamada, a pega deve ser mantida correta. A mãe, às vezes, durante a mamada, tende a afrouxar o apoio do bebê e assim retirá-lo da posição e da pega correta.

Não retirar o bebê do peito se ele ainda estivar sugando e/ou deglutindo.

Às vezes, um peito só é suficiente (principalmente nos primeiros dias). Neste caso, ordenhar o peito não oferecido (se estiver cheio e incomodando.

Fonte: REGO, 2006.


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