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Conceitua-se como diabetes mellitus gestacional (DMG) o quadro de intolerância glicêmica variável diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez.  A DMG aumenta o risco objetivo de complicações clínicas e obstétricas. As manifestações clínicas mais importantes são: bebê grande (peso acima de 4kg), morte intra-útero e os graves distúrbios metabólicos do recém-nascido (hipoglicemia, hipocalcemia e hipomagnesemia).

Os programas de exercícios supervisionados por fisioterapeutas parecem ser eficazes na melhora dos níveis glicêmicos. A indicação do exercício para a gestante de baixo risco já foi motivo de controvérsias, amenizadas atualmente pelo último parecer do American College of Obstetrics and Gynecologists (ACOG). Respaldado em inúmeras pesquisas realizadas nos últimos quarenta anos, a ACOG definiu importantes parâmetros de segurança para a realização dos mesmos:

  • as gestantes devem exercitar-se em uma faixa entre uma faixa entre 65% e 75% da freqüência cardíaca máxima;
  • os exercícios realizados primordialmente com os membros superiores desencadeiam menor número de contrações uterinas do que aqueles realizados com os membros inferiores. Entretanto, caminhadas e bicicleta ergométrica não evidenciaram risco obstétrico e são opções a serem consideradas;
  • interromper os exercícios se ocorrer: sangramento vaginal, falta de ar antes do esforço, dor de cabeça, dor no peito, fadiga muscular, contrações uterinas rítmicas (mais de três contrações em 10 minutos), trabalho de parto, diminuição dos movimentos fetais, perda de líquido amniótico e sintomas de hipoglicemia, como náuseas e tonturas.

Orientações importantes

  • O acompanhamento pré-natal por uma equipe multiprofissional é essencial.
  • As gestantes diabéticas devem a manter uma vida ativa.
  • A orientação dietética é muito importante, bem como a hidratação adequada durante o exercício.

Fonte: Baracho, 2007 (adoramos ela!)

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