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O contato pele a pele é feito logo após o parto, quando o bebê e a mãe estiverem estáveis. É a primeira troca de carinho entre mãe e filho! Todos os bebês e mães estáveis se beneficiam com este contato pele a pele imediatamente após o parto.  Os bebês que não estejam estáveis imediatamente após o parto podem ter o contato pele a pele mais tarde, quando estiverem estáveis. Este contato pode ser feito também pelo pai do bebê.

Quais os benefícios desse contato precoce da mãe com o seu bebê?

– Acalma a mãe e o bebê e ajuda a estabilizar os batimentos cardíacos e a respiração do bebê.

– Mantém o bebê aquecido com o calor do corpo da mãe. O bebê e a mãe devem ser cobertos por um mesmo manto.

– Auxilia a adaptação metabólica e a estabilização da glicose sanguínea do bebê.

– Reduz o choro do lactente, reduzindo assim o estresse e o uso de energia.

– Facilita o estreitamento dos vínculos afetivos entre mãe e bebê, uma vez que ele fica alerta nas primeiras horas. Após duas ou três horas, é comum que os bebês durmam por longo período.

– Permite que o bebê encontre a mama e a pegue sozinho, o que tem maior probabilidade de resultar em sucção efetiva do que quando o bebê é separado de sua mãe nas primeiras horas de vida.

Fale com seu médico sobre essa possibilidade, caso seja sua vontade!!

 

 

 

Fonte:

Fundo das Nações Unidas para a Infância.
Iniciativa Hospital Amigo da Criança : revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado : módulo 3. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.

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O DMAE pode ser considerado um ativo cosmético relativamente novo no mercado, mas com certeza este nome já deve ter atingido o ouvido das mulheres mais antenadas em cosméticos faciais. Hidratantes que contenham DMAE garantem rejuvenescimento, efeito lifting, atenuação de rugas, melhora da flacidez, etc. Em alimentos, ele é encontrado em sardinhas, salmão e anchovas, demonstrando a boa qualidade desses peixes.

Se ouve falar muito, mas será que funciona mesmo?

Sim! A seguir vamos explicar direitinho o que pode acontecer quando você aplica um hidratante que contém DMAE.

O nosso organismo apresenta inúmeros neurotransmissores, que são substâncias importantes para transmitir um impulso nervoso e gerar uma ação, como por exemplo, uma contração muscular, a cicatrização de uma ferida, a liberação de um hormônio. No caso do DMAE, ele é o precursor do Neurotransmissor Acetilcolina.

Muitas pessoas relacionam o efeito lifting do DMAE com ação sobre os músculos, pois a acetilcolina estimula a contração muscular dos músculos faciais. No entanto, a ação dermatológica se baseia em outros componentes da pele, tais como os queratinócitos, melanócitos, fibroblastos dérmicos e células endoteliais.

O modo de ação do DMAE na pele vem sendo uma questão a ser resolvida ainda. O que se sabe é que na pele existem enzimas que aceleram a reação de formação da acetilcolina, bem como receptores (locais de ligação) para a acetilcolina. Uma vez aplicado o DMAE e garantida a sua penetração, ocorre um aumento da concentração de colina (precursora da acetilcolina) na pele. No entanto, não existem dados que mostrem o aumento dos níveis de acetilcolina na pele após aplicação tópica de DMAE.

A maioria dos estudos apenas mostra os efeitos subjetivos da aplicação de DMAE, como melhora na aparência de linhas na testa, rugas finas na área dos olhos, melhora na espessura labial e forma do lábio. Mas, já constatou-se através de exame de ressonância que existe um aumento na firmeza da pele após o uso com diminuíção da distensibilidade. Percebe-se também um aumento da hidratação cutânea, mas essa hidratação pode ser conferida por outros cosmecêuticos, levando em conta que o DMAE tem propriedades ainda maiores que apenas hidratação.

O que mais existem são algumas hipóteses. A ação anti-radicais livres e precursora de substâncias da membrana celular garantiria a proteção e estabilização da célula. Em busca de descobrir a ação no interior da pele, métodos imuno-histoquímicos mostraram que a acetilcolina pode ser sintetizada, armazenada, secretada e metabolizada por queratinócitos epidérmicos humanos, levando a ações sobre o crescimento e diferenciação das células epiteliais. Uma característica observada em peles tratadas por DMAE é a suavidade ao toque, que acontece devido a ativação de filigrinas que deixam as células epidérmicas mais coesas e umectadas. Mais profundamente, nos fibroblastos (células que produzem colágeno) os receptores para a acetilcolina também estão presentes, bem como as enzimas nos vasos dérmicos. Resta saber se o DMAE chega até os fibroblastos e o que ocorre.

Eficácia e segurança, do uso tópico de DMAE, são garantidas. Não há incidência de eritema, descamação, ressecamento. coceira, queimação ou ardência. Além disso, os efeitos são duradouros por pelo menos 2 semanas após interrupção. Devido às suas múltiplas ações, o DMAE é muito útil quando combinado a tratamentos da pele envelhecida.

Como quase todo término de artigo científico… mais estudos são necessários!!!

GROSSMAN R. The Role of Dimethylaminoethanol in Cosmetic Dermatology. AmErican Journal of Clinical Dermotcri 2005.

Você já deve ter ouvido falar muito em vitamina C. Ela é muito boa para melhorar os sintomas de um resfriado bem como melhorar a sua pele. Mas saiba que nós, seres humanos, não a sintetizamos em nosso organismo, ou seja, precisamos buscá-la em fontes externas. A pele sofre mais com essa privação, talvez como medida de defesa do organismo que priva os órgãos nobres dos baixos índices de vitamina C. A dose recomendada diária é de 100 mg em situações normais.

Vitamina C antienvelhecimento

Com o passar dos anos a pele vai se tornando cada vez mais fina, diminuindo o conteúdo de colágeno nela existente. Com a crescente incidência de radiação ultravioleta do sol e a própria exposição sem cuidados, a degradação do colágeno, natural do envelhecimento, e a produção de radicais livres é aumentada.

Nesse contexto, a vitamina C de uso tópico é inserida nos cuidados estéticos faciais em consultório e domiciliares.

Ação na formação de colágeno

Regula a síntese de colágeno tipo I e III, formando uma trama colágena madura e normal. Foi visto que ela é mais estimulante na produção de colágeno tipo I, o mais abundante da pele. Por mais que a degradação colágena seja maior quanto mais anos você acumula, o estímulo à proliferação celular e à síntese de colágeno pelas células da camada dérmica da pele (fibroblastos) é garantida pelo uso de vitamina C em cremes e loções.

Poderosa ação antioxidante

Neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres sobre os constituintes da derme, deixando a pele mais protegida.

Efeito clareador

A vitamina C inibe a ação da tirosinase que é a enzima responsável pela deposição de melanina e formação de manchas.

Mantenedor da integridade dos vasos sanguíneos

A vascularização é essencial para levar nutrientes até a pele bem como levar para excreção os restos metabólicos.

Identifique a vitamina C em cosméticos

Ácido ascórbico é sinônimo de vitamina C. Devido à instabilidade da molécula criaram-se outros componentes que apresentam o ácido ascórbico combinado. Estas promovem a permeação desse ativo na pele potencializando a função do ácido ascórbico. Um exemplo disso é o ascorbosilane.

AZULAY MM, LACERDA CAM, PEREZ MA, FILGUEIRA AL, CUZZI T.Vitamina C. Anais brasileiro de Dermatologia, Rio de Janeiro, 78(3):265-274, maio/jun. 2003.

Para melhorar uma pega, pode ser necessário colocar o bebê na posição invertida ou na posição em “cavalinho”. Essas posições são boas quando a mãe, destra ou canhota, tem dificuldade para colocar o bebê para mamar no seio oposto ao braço em que tem melhor coordenação motora ou para mamas grandes, doloridas ou com fissuras. Na posição em “cavalinho”. O bebê fica sentado na coxa da mãe, de frente para o seio, de pernas abertas, cavalgando a coxa da mãe. Na posição invertida, a mãe fica sentada e o bebê e seguro debaixo de seu braço como uma bola de futebol americano.

posição invertida

posição de cavalinho

Uma boa pega é também fundamental para um transcurso adequado da amamentação.

Não basta o bebê estar mamando o peito; é preciso que ele esteja mamando corretamente, e isto tem que ser checado. Todas as características de uma boa pega e nenhuma característica de uma má pega devem estar presentes para que a pega seja considerada correta, eficaz.

A boca deve estar bem aberta, parecendo uma boca de peixe. O lábio inferior deve estar voltado para fora, senão deve-se puxar o queixo da criança para baixo com o dedo indicador. Não deve haver estalidos ou formação de covinhas nas bochechas ao mamar. E, importante, a mãe não deve sentir nenhuma dor ao amamentar. Dor ou ardor, estalidos e covinhas ocorrem na maior parte dos casos devido à pega incorreta do seio, a pega só do mamilo.

Também se percebe que a criança deglute o leite e que ela fica relaxada e satisfeita ao final da mamada. O bebê engole a cada uma a quatro sucções. O movimento da deglutição é observado ou escutado. As sucções do bebê profundas e lentas seguidas de deglutição mostram que o leite está fluindo para a boca do bebê. É sinal de uma sucção eficaz o bebê sugar lenta e profundamente. Isto é um sinal importante de que ele está recebendo leite. Um bebê usualmente suga algumas vezes rapidamente, iniciando assim o reflexo da ocitocina. À proporção que o leite começa a fluir e sua boca se enche de leite, sua sucção se torna mais profunda e mais lenta. Então, ele pára e começa outra vez com algumas sugadas curtas.

Na pega incorreta, o bebê suga rapidamente todo o tempo, e isto é um sinal de que ele não está recebendo leite, pois não está sugando efetivamente.

 

Características da boa pega e da má pega

Pega correta, eficaz Pega incorreta, ineficaz
 

Boca bem aberta

Lábio inferior virado para fora

Língua acoplada em torno do seio

Bochechas redondas

Mais aréola acima da boca do bebê

Sugadas lentas e profundas, ruídos e pausas

Pode-se ver ou ouvir a deglutição

 

Boca pouco aberta, aponta para frente

Lábio inferior virado para dentro

Língua do bebê não visível

Bochechas tensas ou para dentro

Mais aréola abaixo da boca do bebê

Apenas sugadas rápidas

Ouvem-se ruídos altos ao sugar

Para sentir conforto e manter seu tórax estável, a mãe deve estar com as costas bem apoiadas e pelo menos um dos pés apoiado em um pequeno banco. A criança é que deve ser levada ao peito, e não o contrário. Ao se estimular o lábio inferior do bebê com o bico do seio, ele abre a boca. Assim que ele estiver com a boca aberta ao máximo, deve ser levado rapidamente ao seio. Na boa pega, o mamilo é posicionado no céu da boca.

O bebê deve estar calmo e bem alerta. Deve estar de frente para a mãe, com a barriga encostada na da mãe. Também o queixo e o nariz da criança devem estar bem encostados no seio. Ainda que o bebê fique com o nariz encostado na mama, ele poderá respirar normalmente, devido à conformação anatômica de seu nariz. Não há por que se preocupar com a respiração do bebê se parecer que ele está com o nariz encostado demais no seio. Se aquela posição estiver desagradando-o, ele afastará um pouco a cabeça para respirar melhor, já que nada está forçando a sua cabeça contra o peito; isto é, só os ombros, e não sua cabeça, que devem se apoiar no braço da mãe, deixando o pescoço livre para movimentação. As nádegas do bebê devem ser bem apoiadas. A cabeça e o corpo do bebê devem estar em linha reta e o pescoço não pode estar torcido.

 


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