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No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Assim como em outros cânceres, a idade é um marcador de risco importante, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.

História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade é outro marcador de importância.

A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou mecanismos através dos quais ela poderia estar influenciando no desenvolvimento do câncer da próstata. As evidências são, no entanto, convincentes que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e pobre em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Outros fatores cujas associações com câncer da próstata foram detectadas em alguns estudos incluem o “fator de crescimento análogo à insulina” (insulin-like growth factor), consumo excessivo de álcool, tabagismo e a vasectomia.

As justificativas que norteiam a detecção precoce do câncer da próstata, assim como de qualquer outra topografia, é que quanto mais inicialmente a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo e mutilante. A detecção precoce do câncer da próstata poderia reduzir os altos custos decorrentes do tratamento do câncer em estádios avançados ou da doença metastática.

O diagnóstico de certeza do câncer da próstata é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata, que deve ser considerada sempre que houver anormalidades no toque retal ou na dosagem do PSA.

Fonte: Consenso de Câncer de Próstata – INCA

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A célula responsável pela pigmentação de nossa pele é o chamado melanócito. Ele sintetiza a melanina que é responsável pela cor da pele. Brancos, pardos e negros apresentam o mesmo número de melanócitos. O que difere a pigmentação é a liberação por parte dos melanócitos de grânulos de melanina (malanossômos) e posterior deposição no interior das células mais superficiais da pele (queratinócitos). Pessoas negras liberam melanina até a camada córnea sem ser degradada, ao contrário de brancos que a liberam nas camadas epidérmicas mais profundas, em conjunto, sendo degradados mais facilmente.

A melanina serve como uma proteção contra a radiação ultravioleta. Ela absorve os raios solares e pigmenta a pele, impedindo que a radiação altere o núcleo da célula epidérmica, o que seria muito danoso. Essa pigmentação é o que confere o efeito bronzeado, que vai desbotando se o estímulo solar é cessado, pois os queratinócitos vão sendo esfoliados naturalmente, devido ao processo constante e natural de renovação celular.

A reação que dá origem ao pigmento melanina é realizada por uma enzima chamada tirosinase. Algumas manchas podem ocorrer quando a liberação dessa enzima é estimulada com conseqüente aumento na produção de melanina. Certos fatores servem como “estímulo” para o aumento da atividade da tirosinase. Dentre eles podemos citar o fator genético, a exposição solar demasiada e sem proteção, a ação hormonal de progesterona e estrogênio seja por anticoncepcionais ou gestação, distúrbios nutricionais e alguns medicamentos fotossensíveis.

Portanto, para prevenir esse tipo de mancha devemos tentar ao máximo diminuir a exposição a esses agentes agressivos e sempre usar o filtro solar para que a melanina não pigmente em resposta à radiação ultravioleta (sol, lâmpadas, computador…).

Primeiro, veja como o sebo é excretado:

    

A pele apresenta como anexo o folículo pilossebáceo, composto pelo pelo, pela glândula sebácea e pelo músculo eretor do pelo. Na face os folículos apresentam pelos mais finos com glândulas sebáceas mais desenvolvidas, com exceção das regiões de barba no homem. A glândula sebácea produz o sebo e este chega a superfície através do folículo pilossebáceo que se abre sobre a face.

A quantidade de sebo depende da ação dos andrógenos na unidade pilossebácea, pois as glândulas sebáceas só possuem receptores para esse hormônio. O hormônio androgênico mais potente é a testosterona. Ela atua no crescimento e pigmentação dos pelos, na produção de ácidos graxos, no aumento de colágeno e na facilitação da formação de culturas de microorganismos cutâneos. Quando ocorre um aumento descontrolado desse hormônio, há o aparecimento da acne. Por isso, a forma mais freqüente de acne é caracterizada pela acne juvenil ou acne vulgar, que atinge adolescentes pela ação hormonal.

No sexo masculino ocorre uma maior incidência e com maior gravidade. A incidência é aumentada também nas pessoas de pele branca. A explicação para essa prevalência é o fato de que as pessoas de raça branca têm mais glândulas sebáceas que negros e homens apresentam uma secreção sebácea maior pela circulação de mais testosterona.

A Acne está relacionada diretamente com a pele oleosa, que apresenta uma produção de sebo em excesso.  Esse sebo ressecado se junta com a pele descamada e obstrui a abertura do folículo pilossebáceo impedindo a saída do sebo para a superfície. Isso dá origem aos comedões (cravos) abertos e fechados. Os comedões favorecem a proliferação de microorganismos, e as bactérias começam a se acumular nos poros cutâneos, provocando a inflamação característica da acne, as pápulo pústulas, conhecidas como espinhas.

Além disso, por razões desconhecidas, a pele começa a fazer uma hiperqueratinização, ou seja, a pele fica mais grosseira. Esse aumento de espessura se estende para o interior no folículo pilossebáceo, o que resulta em uma maior obstrução da saída do sebo.

As pessoas que têm pele oleosa sabem o quanto incomoda o excesso de sebo/gordura sobre a face principalmente. O rosto apresenta uma maior produção de sebo, pois, na face, as glândulas sebáceas (produtoras de sebo) são mais desenvolvidas. Por isso, a sensação de maior oleosidade é no rosto, que fica brilhoso e com aspecto de sujeira. Na tentativa de melhorar essa sensação, o indivíduo acaba por lavar o rosto várias vezes por dia, o que resulta em estímulo à produção de mais sebo, por um efeito rebote sobre as glândulas sebáceas.

Como explicado previamente em outro post, as glândulas sebáceas produzem o sebo, formando o manto hidrolipídico sobre a pele, que impede a penetração dos microorganismos e a desidratação das células vivas que estão logo abaixo.  O seu funcionamento é controlado principalmente pela ação de hormônios andrógenos, mas também é regulada pela própria quantidade de sebo presente, pela temperatura e pela idade.

Portanto, se você lava o rosto excessivamente, ocorre um efeito rebote sobre as glândulas sebáceas. O organismo detecta que está faltando sebo na superfície e consequentemente estimula as glândulas sebáceas a secretar mais sebo. Lavar duas ou três vezes por dia com sabonetes faciais adequados e água fria é o bastante.

O enfaixamento compressivo deve ser utilizado para manter e incrementar os efeitos da drenagem linfática manual. A grande maioria dos linfedemas ocorre devido a uma insuficiência linfática. O enfaixamento tem como objetivo aumentar o fluxo linfático através do aumento de pressão tecidual e prevenir um novo acúmulo de líquido após a drenagem linfática manual, gerando uma compressão extra que ajudará a compensar esta insuficiência linfática. O enfaixamento deve ser funcional e a pressão deve ser maior na mão e deve ir diminuindo em direção à axila. A manutenção da redução obtida através do enfaixamento compressivo deve ser realizada com o uso de braçadeiras elásticas. Nos linfedemas que não são reversíveis espontaneamente, o uso da braçadeira deve ser contínuo.

 

A drenagem linfática manual é uma técnica complexa que utiliza manobras que atuam principalmente sobre o sistema linfático superficial e que tem como objetivo drenar o excesso de líquido acumulado.

O princípio básico da drenagem linfática manual é a utilização de manobras realizadas pelo fisioterapeuta que se iniciam nas áreas mais afastadas do linfedema, indo depois para a região edemaciada.

A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem que envolve a superfície da pele e segue a anatomia linfática do corpo. A drenagem produz um aumento da absorção, acelerando o deslocamento da linfa, além de estimular os capilares que se encontram inativos e aumentar a motricidade da unidade linfática, o linfângion.

No linfedema, ocorre uma perturbação no fluxo da linfa. O fator de precipitação é um bloqueio nos vasos linfáticos ou uma insuficiência mecânica no sistema linfático. O linfedema é uma complicação que pode ocorrer no pós-operatório imediato de cirurgia de câncer de mama ou em uma fase mais tardia. O que se deve saber, é que quanto mais precoce for a intervenção fisioterapêutica, melhores serão os resultados no seu controle.

Atualmente, de acordo com o Documento de Consenso do Comitê Executivo da Sociedade Internacional de Linfologia, o linfedema tem como principal terapêutica a Fisioterapia Complexa Descongestiva que, quando necessário, pode ser acompanhada de tratamento medicamentoso.

O tratamento é dividido em duas fases. A primeira tem como objetivo mobilizar o excesso de líquido e iniciar a regressão das alterações fibroescleróticas, e a segunda ajuda a impedir um novo acúmulo de líquido no espaço intersticial, além de continuar auxiliando na redução de fibroses. A freqüência da Fisioterapia Complexa Descongestiva depende do estágio do linfedema no qual o tratamento iniciou, ou seja, da natureza e da severidade da doença.

A Fisioterapia Complexa Descongestiva utiliza recursos de drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo funcional, exercícios linfocinéticos, cuidados dos a pele e uso de contenção elástica, para o tratamento do linfedema.

Nos próximos posts, falaremos um pouco melhor de cada um dos recursos da Fisioterapia Complexa Descongestiva.


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