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O DMAE pode ser considerado um ativo cosmético relativamente novo no mercado, mas com certeza este nome já deve ter atingido o ouvido das mulheres mais antenadas em cosméticos faciais. Hidratantes que contenham DMAE garantem rejuvenescimento, efeito lifting, atenuação de rugas, melhora da flacidez, etc. Em alimentos, ele é encontrado em sardinhas, salmão e anchovas, demonstrando a boa qualidade desses peixes.

Se ouve falar muito, mas será que funciona mesmo?

Sim! A seguir vamos explicar direitinho o que pode acontecer quando você aplica um hidratante que contém DMAE.

O nosso organismo apresenta inúmeros neurotransmissores, que são substâncias importantes para transmitir um impulso nervoso e gerar uma ação, como por exemplo, uma contração muscular, a cicatrização de uma ferida, a liberação de um hormônio. No caso do DMAE, ele é o precursor do Neurotransmissor Acetilcolina.

Muitas pessoas relacionam o efeito lifting do DMAE com ação sobre os músculos, pois a acetilcolina estimula a contração muscular dos músculos faciais. No entanto, a ação dermatológica se baseia em outros componentes da pele, tais como os queratinócitos, melanócitos, fibroblastos dérmicos e células endoteliais.

O modo de ação do DMAE na pele vem sendo uma questão a ser resolvida ainda. O que se sabe é que na pele existem enzimas que aceleram a reação de formação da acetilcolina, bem como receptores (locais de ligação) para a acetilcolina. Uma vez aplicado o DMAE e garantida a sua penetração, ocorre um aumento da concentração de colina (precursora da acetilcolina) na pele. No entanto, não existem dados que mostrem o aumento dos níveis de acetilcolina na pele após aplicação tópica de DMAE.

A maioria dos estudos apenas mostra os efeitos subjetivos da aplicação de DMAE, como melhora na aparência de linhas na testa, rugas finas na área dos olhos, melhora na espessura labial e forma do lábio. Mas, já constatou-se através de exame de ressonância que existe um aumento na firmeza da pele após o uso com diminuíção da distensibilidade. Percebe-se também um aumento da hidratação cutânea, mas essa hidratação pode ser conferida por outros cosmecêuticos, levando em conta que o DMAE tem propriedades ainda maiores que apenas hidratação.

O que mais existem são algumas hipóteses. A ação anti-radicais livres e precursora de substâncias da membrana celular garantiria a proteção e estabilização da célula. Em busca de descobrir a ação no interior da pele, métodos imuno-histoquímicos mostraram que a acetilcolina pode ser sintetizada, armazenada, secretada e metabolizada por queratinócitos epidérmicos humanos, levando a ações sobre o crescimento e diferenciação das células epiteliais. Uma característica observada em peles tratadas por DMAE é a suavidade ao toque, que acontece devido a ativação de filigrinas que deixam as células epidérmicas mais coesas e umectadas. Mais profundamente, nos fibroblastos (células que produzem colágeno) os receptores para a acetilcolina também estão presentes, bem como as enzimas nos vasos dérmicos. Resta saber se o DMAE chega até os fibroblastos e o que ocorre.

Eficácia e segurança, do uso tópico de DMAE, são garantidas. Não há incidência de eritema, descamação, ressecamento. coceira, queimação ou ardência. Além disso, os efeitos são duradouros por pelo menos 2 semanas após interrupção. Devido às suas múltiplas ações, o DMAE é muito útil quando combinado a tratamentos da pele envelhecida.

Como quase todo término de artigo científico… mais estudos são necessários!!!

GROSSMAN R. The Role of Dimethylaminoethanol in Cosmetic Dermatology. AmErican Journal of Clinical Dermotcri 2005.

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Em outro post mostramos a técnica de Radiofrequência como sendo uma opção para o tratamento da flacidez de pele e da amenização de rugas e linhas de expressão através do estímulo sobre o tecido cutâneo à proliferação de novas fibras colágenas. Este procedimento é considerado inovador, pois não são necessários cuidados extras após o procedimento, o que não afeta o ritmo de vida da mulher moderna.

A aplicação da Radiofrequência nas disfunções dermatológicas ainda é muito recente. Seu uso foi liberado nos Estados Unidos apenas em 2002 pela US Food and Drug Adminstration (FDA). Desde lá, muitos aparelhos vêm surgindo e a técnica tem sido refinada, cada vez mais, para que melhores resultados sejam alcançados e a segurança do paciente seja garantida.

Logo, surgem no mercado várias opções de tratamento com Radiofrequência. Você deve se perguntar qual é a diferença entre tantos tipos de Radiofrequência. Monopolar, bipolar ou tripolar? Qual seria a melhor?

Primeiramente entenda como a onda de Radiofrequência é gerada:

  1. O equipamento é conectado a uma fonte de energia elétrica para gerar a corrente de Radiofrequência.
  2. Esta corrente penetra nos tecidos através de eletrodos de contato.
  3. A circulação da corrente entre os eletrodos é que vai aumentar a temperatura na área tratada.

As diferenças entre os tipos de Radiofrequência estão no item 2, ou seja, na configuração dos eletrodos que alteram a maneira como a corrente penetra no tecido. Então:

Radiofrequencia Monopolar

É a primeira geração de equipamentos que surgiu. A corrente é gerada e penetra na pele através de um cabeçote móvel até uma placa de retorno que é colocada em uma região distante da área de tratamento. A energia se concentra próxima ao cabeçote e diminui rapidamente com a distância chegando até uma profundidade de 6 mm. Os primeiros equipamentos combinavam juntamente com o aquecimento propriedades de resfriamento, além de utilizar anestesia tópica. Hoje em dia, com a criação de novos aparelhos, isso não é mais necessário. Um exemplo dessa modalidade é o aparelho Spectra da marca Tonederm.

 

Radiofrequência Bipolar

É a segunda geração. Nesta, os eletrodos de saída e retorno da corrente estão no próprio cabeçote. Portanto, na Radiofrequência Bipolar não é necessário a placa de retorno. A energia gerada por esse dispositivo teria um efeito mais superficial de até 2 mm de profundidade. Dessa maneira, menos corrente é requerida para atingir o mesmo efeito, pois a corrente passa através de um pequeno volume de tecido. Podemos citar como modelo da Bipolar o aparelho Accent da marca Alma Lasers.

Radiofrequência Tripolar

É a terceira geração de equipamentos desenvolvida. O desenho tripolar é baseado em três ou mais eletrodos. Como nos outros tipos de Radiofrequência, a energia é gerada quando a corrente passa entre os eletrodos. A profundidade da penetração é aproximadamente a distância média entre os três eletrodos. O aparelho Hertix, da marca KLD apresenta um cabeçote aplicador nesse modelo.

 

Portanto, o que difere entre tantos equipamentos é a configuração dos eletrodos, sendo a interação entre a corrente e o tecido similar. Ainda não encontramos estudos comparativos entre os equipamentos. Mas sabendo que todos emitem a energia de Radiofrequência, que é responsável pelas mudanças em sua pele, cabe ao profissional competente usar o aparelho da maneira adequada à disfunção e aliar outros recursos para potencializar os resultados.


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