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     A gestação é um período de intensas e rápidas mudanças na vida do casal e principalmente da mulher, em que surgem muitas dúvidas e afloram medos e inseguranças. Por essas razões, a troca de experiências entre casais que estão vivendo a gestação, em diferentes fases, assim como o aconselhamento de profissionais sobre esse período torna-se uma ferramenta bastante importante.

     O esclarecimento de dúvidas e preocupações sobre a gestação, parto e amamentação busca desenvolver a segurança no casal em relação à maternidade e paternidade. A participação do pai nesse processo visa fortalecer o vínculo entre o casal para que ambos compartilhem o cuidado com bebê assim como as dúvidas, medos e responsabilidades inerentes dessa fase da vida.

     Portanto, o processo educativo realizado durante a gestação auxilia pais e mães a se sentirem mais preparados para lidar com as possíveis dificuldades de todo esse novo momento em suas vidas. Além disso, torna-os aptos a tomar as próprias decisões sobre os cuidados com o bebê assim como sobre a amamentação, aumentando a probabilidade de amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida.

O estrogênio, juntamente com outros fatores, também é responsável por alterações no sistema circulatório. Ocorre distensão de vasos e capilares, instabilidade vascular e proliferação de novos vasos sanguíneos.

A telangiectasias são veias da camada dérmica (camada média)  da pele que se encontram dilatadas. Ao pressionar a área central de uma dessas lesões, a lesão inteira irá clarear. Aparecem do segundo ao quinto mês de gestação como lesões vermelhas em face, braços e pernas.

As varicosidades são veias mais calibrosas que se encontram dilatas, alongadas e toruosas. Pode ocorrer em veias de 3 milímetros ou com maiores calibres, tornando-se varizes. Durante a gestação elas podem ocorrer nas pernas (safena), na vulva e hemorróidas, devido ao aumento do volume de sangue e pressão venosa nas veias femoral e pélvica pelo aumento do útero. Se você tem familiares seus com esse problema ou você mesma já o apresenta, existe uma maior chance que se desenvolvam na gestação.

Nas pernas ocorrem de acordo com as figuras abaixo:

Na vulva  ocorre a distensão venosa no vestíbulo e na vagina. Nesses casos as varicosidades podem aparecer como “ um saco de minhocas” no lábio alargado.

As hemorróidas são comuns no último trimestre da gestação e imediatamente no pós-parto.

 

PREVENÇÃO!

A prevenção não retira todos os riscos de não aparecerem telangiectasias e vAricosidades, mas pode diminuir as chances. Ai vão algumas dicas:

 

TRATAMENTO

O tratamento pode ser realizado após o nascimento do seu bebê.

Quando as alterações permanecem nas pernas o tratamento médico deve ser realizado depois de 3 ou 6 meses e normamente inclui sessões de escleroterapia ou procedimento cirurgicos. 

As varicosidades vulvares são de difícil tratamento.  Normalmente elas regridem ou, ao menos, diminuem no pós parto. Durante a gravidez, o tratamento conservador é através do suporte e da compressão vulvar, além de evitar a posição em pé por muito tempo.

 O tratamento de hemorróidas é médico. Você deve procurá-lo se não houver a regressão após o puerpério.

 

POMERANZ MK. The skin, hair, nails and mucous membranes during pregnancy. 2011.

ALGUIRE PT, SCOVELL S. Overview and management of lower extremity chronic venous disease. 2011.

www.uptodate.com

Tétano: a vacina é recomendada a partir de 20 semanas de gestação para a prevenção do tétano neonatal e suas doses devem ter intervalo de um mês entre elas. Duas doses de vacina já são suficientes para a prevenção do tétano neonatal. Caso a gestante não complete seu esquema durante a gravidez, este deverá ser completado após o nascimento do bebê.

Outras Vacinas: a imunização contra a hepatite B é aconselhada. A vacinação contra a raiva, em caso de acidente, e contra a febre amarela, em caso de viagem para área de risco, também podem ser realizadas. A vacinação contra o vírus influenza também pode ser realizada.

OBS: após a vacinação contra rubéola, deve-se aguardar um intervalo mínimo de um mês após a sua aplicação para engravidar. A paciente que inadvertidamente tomá-la durante a gravidez deve ser encaminhada para centros de referência, embora, até hoje, não exista relato de rubéola intra-útero a partir da contaminação pela vacina.

Com raras exceções, as necessidades de todos os componentes essenciais à nutrição estão aumentados durante a gravidez. Alguns desses elementos, devido à sua importância, merecem destaque.

O ferro é o único nutriente cujas necessidades na gravidez não podem ser supridas de forma satisfatória apenas pela dieta. Se o ferro não for reposto, praticamente todas as gestantes terão esgotamento de suas reservas e grande parte desenvolverá anemia ferropriva, que é a anemia mais freqüente em grávidas. Além disso, o esgotamento de ferro pode levar a alterações imunológicas, alterações no metabolismo dos hormônios tireoideanos, na função dos músculos, aumento do parto prematuro, crescimento intra-uterino retardado e morte materna.

Durante a gravidez ocorre também uma queda dos níveis de ácido fólico, porém raramente uma anemia se instala. Mesmo assim, a reposição desta vitamina é recomendada, pois sua deficiência está comprovadamente associada a defeitos do tubo neural, como espinha bífida, anencefalia e onfalocele (defeito na parede abdominal).

A suplementação de vitamina B, principalmente a B6 e a B12 é recomendada. Parece que a vitamina B também possui importante papel na formação do tubo neural.

A demanda de cálcio aumenta cerca de 50% durante a gravidez devido à mineralização do esqueleto fetal. Sendo assim, é importante a ingesta de alimentos ricos em cálcio (leite principalmente).

Consulte seu obstetra para saber como deve ser feita a sua suplemtentação!

Diabetes Mellitus é uma condição em que ocorrem níveis elevados de glicose no sangue. A glicose é um açúcar, principal fonte de energia do nosso organismo. Níveis de glicose elevada no nosso sangue, podem causar problemas de saúde. Esta condição pode estar presente desde antes da gestação, quando então é chamado Diabetes Mellitus pré-gestacional.

Quando a alteração na glicose é detectada pela primeira vez durante a gestação ela é chamada Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Ambos os tipos de diabetes necessitam de cuidados especiais durante a gravidez.

O diabetes é causado por um problema com a insulina, hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para as células onde ela pode ser transformada e utilizada como fonte de energia. Quando o organismo não produz insulina suficiente ou não responde adequadamente ao hormônio, a glicose não pode entrar nas células e fica no sangue. Altos níveis de glicose no sangue são chamados de hiperglicemia.

Durante a gestação, após uma alimentação com carboidratos, ocorre um aumento na resistência ao hormônio insulina, fazendo com que a glicose (resultante da alimentação rica em carboidratos) fique disponível no sangue para ser transportada para o feto.

 Portanto, durante a gravidez, as células maternas utilizam menor quantidade de glicose, deixando-a livre no sangue de modo que fique disponível como fonte de energia para o feto. Assim, o organismo materno se adapta, reduzindo a utilização periférica de glicose para fornecê-la de maneira continuada para o feto. Isso ocorre normalmente durante a gestação. Aos poucos o organismo materno responde a essas alterações com um aumento de insulina (Hiperinsulinemia) para compensar o aumento da glicemia. Porém, o organismo de algumas mulheres não consegue fazer as compensações necessárias e elas apresentarão Diabetes Mellitus Gestacional.

Por isso, em sua gestação cuide-se! Faça exercícios, desde que você não tenha nenhuma restrição, pois eles ajudam a manter os níveis de glicose normais. Além disso, tenha uma alimentação saudável. Seu bebê depende do alimento que você come para crescer e se nutrir. A dieta é ainda mais importante se você tem diabetes.

Fontes: Obstetrícia, Rezende, 2004.

Uptodate.com

O centro de gravidade se desloca anteriormente em função do peso adicional ao qual a gestante está submetida (útero, feto, anexos e mamas). De forma compensatória, a grávida altera sua postura para corrigir seu eixo corporal, assumindo progressivo aumento da lordose lombar e ampliando sua base de sustentação, com aparecimento de uma marcha típica – andar oscilante, passos curtos e lentos, base de sustentação alargada – marcha anseriana.

Durante a gravidez ocorrem também modificações do sistema articular, representadas pelo relaxamento dos ligamentos. Esta frouxidão acomete todas as articulações do organismo materno. No entanto, nota-se maior mobilidade das articulações sacro-ilíacas, sacro-coccígeas e do pubi. O relaxamento articular contribui para as alterações da postura materna, que desencadeiam lombalgias, sobretudo na gravidez avançada.

Ao final do período gestacional, este desconforto se acentua, podendo surgir dor na região cervical, causada pela flexão mantida do pescoço. Além disso, os nervos ulnar e mediano, eventualmente, podem sofrer pequenas trações ocasionadas por um deslocamento posterior da cintura escapular, produzindo assim desconforto e dormência nos membros superiores.

 

Durante a gestações ocorrem adaptações do organismo da mulher decorrentes das reações orgânicas à presença do bebê. Essas adaptações podem produzir sintomas, que mesmo fisiológicos podem, por vezes, causar alguns desconfortos.

Para um melhor entendimento de todo esse processo faremos uma série de posts para ajudar você a compreender melhor o porquê dessas modificações e como elas ocorrem.


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