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O contato pele a pele é feito logo após o parto, quando o bebê e a mãe estiverem estáveis. É a primeira troca de carinho entre mãe e filho! Todos os bebês e mães estáveis se beneficiam com este contato pele a pele imediatamente após o parto.  Os bebês que não estejam estáveis imediatamente após o parto podem ter o contato pele a pele mais tarde, quando estiverem estáveis. Este contato pode ser feito também pelo pai do bebê.

Quais os benefícios desse contato precoce da mãe com o seu bebê?

– Acalma a mãe e o bebê e ajuda a estabilizar os batimentos cardíacos e a respiração do bebê.

– Mantém o bebê aquecido com o calor do corpo da mãe. O bebê e a mãe devem ser cobertos por um mesmo manto.

– Auxilia a adaptação metabólica e a estabilização da glicose sanguínea do bebê.

– Reduz o choro do lactente, reduzindo assim o estresse e o uso de energia.

– Facilita o estreitamento dos vínculos afetivos entre mãe e bebê, uma vez que ele fica alerta nas primeiras horas. Após duas ou três horas, é comum que os bebês durmam por longo período.

– Permite que o bebê encontre a mama e a pegue sozinho, o que tem maior probabilidade de resultar em sucção efetiva do que quando o bebê é separado de sua mãe nas primeiras horas de vida.

Fale com seu médico sobre essa possibilidade, caso seja sua vontade!!

 

 

 

Fonte:

Fundo das Nações Unidas para a Infância.
Iniciativa Hospital Amigo da Criança : revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado : módulo 3. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.

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Seguem dois vídeos que ilustram os últimos posts. Estes vídeos foram elaborados pelos site www.bebe.com.br com a colaboração de especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein sobre os sinais do trabalho de parto e sobre o parto normal.

 

A contratilidade uterina é o fenômeno mais importante do trabalho de parto, indispensável para fazer dilatar o colo e expulsar o feto. Durante a gravidez, as contrações uterinas são incoordenadas, freqüentes, focais e indolores: são as contrações de Braxton-Hicks. Entre 28 e 30 semanas, possuem uma freqüência de duas a cada hora, e entre 33 e 36 semanas, até três a cada hora.

O trabalho de parto desencadeia-se quando, gradualmente, as contrações atingem a freqüência de duas a três em dez minutos, com uma duração de 30 a 40 segundos. No final do período de dilatação as contrações alcançam uma freqüência de quatro em dez minutos, com uma duração de 50 segundos.

No período expulsivo temos cinco a seis contrações em dez minutos e uma duração de 60 a 80 segundos. A essas contrações expulsivas associam-se as contrações voluntárias da gestante, efetuando os “puxos” (contração da musculatura abdominal), que proporcionam acréscimos na pressão uterina.

Depois do nascimento, geralmente duas a três contrações são suficientes para descolar a placenta. No puerpério as contrações vão diminuindo de freqüência e intensidade. Quando o recém nascido é amamentado do seio materno, a liberação reflexa do hormônio chamado ocitocina promove uma contração uterina mais intensa, muitas vezes provocando cólicas.

À medida que o bebê cresce, o útero aumenta e os músculos do abdome se alongam. O músculo reto do abdome se estira e se separa, a fim de permitir esse aumento. Essa separação é chamada de “diástase dos músculos retos do abdome” e ocorre em cerca de dois terços das gestantes. Se você passa por essa separação do músculo reto do abdome, não execute nenhum exercício tradicional de flexão, já que não há mais apoio suficiente para as vísceras abdominais e para o útero. Muitas vezes, pensamos que o músculo reto do abdome é o que deve ser trabalhado para acabar com a “barriguinha”. Contudo, o mais indicado é exercitar os músculos estabilizadores posturais para poder recuperar a cintura de modo seguro. O Pilates tem-se mostrado um bom método para esse fim.

Lembrando que, mesmo que gestante não tenha diástase, não é aconselhável que se faça nenhum exercício de flexão também.

Fonte: ENDACOTT, 2007

Uma avaliação antropométrica é necessária durante o pré-natal. O método rápido e simples que fornece esta avaliação é o índice de massa corpórea (IMC), obtido dividindo-se o peso pré-gestacional (em kg) pelo quadrado da altura (em m²). Um valor acima de 25 significa obesidade; entre 20 e 25, a gestante é considerada normal (eutrófica) e, abaixo de 20, desnutrida.

A desnutrição materna não parece aumentar o risco de morte do bebê após o nascimento e nem de déficit intelectual. No entanto, há uma maior tendência a nascerem bebês de baixo peso. As obesas tem maior risco de terem bebês grandes.

Para as grávidas eutróficas, espera-se um ganho ponderal em torno de 9-13kg até o nascimento (300-400g/semana). Para obesas moderadas (IMC<28) o ganho ponderal deve ser de 7kg e, para as desnutridas, de 9-13kg somado à diferença de peso necessária para tornarem-se eutróficas.

As necessidades calóricas estão aumentadas em cerca de 10% (2500Kcal/dia durante a gravidez e 2600Kcal/dia durante a lactação). Então, meninas, nada de comer por dois!!

Clique no link abaixo e assista a essa animação com dicas sobre aleitamento materno:

Aleitamento (clique aqui!)

Fonte: aleitamento.com

 

O volume sanguíneo materno aumenta durante a gravidez em torno de 40 – 50% para compensar as demandas aumentadas do sistema vascular uterino hipertrofiado, equilibrar a redução natural do retorno venoso (desencadeada pela compressão da veia cava inferior) e tolerar as perdas sanguíneas durante o parto. Esse aumento de volume sanguíneo inicia aproximadamente na sexta semana de gestação, atinge o máximo com 34 semanas e se mantém estável até o termo.

Existe também um incremento nas demandas de ferro na gestante, pois as necessidades fetais estão elevadas. Por essa razão, existe a necessidade de as mulheres reporem ferro (sulfato ferroso) durante a gestação e lactação.


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