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A maior parte das adaptações do aparelho cardiovascular ocorrem logo no primeiro trimestre. Inicialmente, observa-se um incremento da Frequência Cardíaca (número de batimentos cardíacos) de repouso de cerca de 10-15 batimentos cardíacos por minuto. Além disso, ocorre um aumento em torno de 30-50% do Débito Cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto). O volume de sangue materno também aumenta, com um aumento de volume plasmático de aproximadamente 40%.

Na gestação, a pressão arterial diminui e esta redução é mais marcante no segundo trimestre, pois guarda íntima relação com o desenvolvimento placentário, mais expressivo neste período.

Está comprovada a influência da postura na dinâmica circulatória da gestante. O fenômeno conhecido por Síndrome de hipotensão supina descreve uma queda significativa do débito cardíaco, pela compressão da veia cava inferior pelo útero, quando a grávida permanece em decúbito dorsal (deitada de barriga para cima) por cerca de 4 – 5 minutos. Esta compressão desencadeia um reflexo chamado vasovagal que acarreta bradicardia (redução dos batimentos cardíacos), hipotensão (redução da pressão arterial) e lipotimia (perda de consciência acompanhada de palidez e suores frios). O distúrbio é rapidamente corrigido quando a gestante é posicionada em decúbito lateral. Além disso, a veia cava, comprimida pelo útero aumentado, determina a formação de edemas e varizes em membros inferiores.

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Conceitua-se como diabetes mellitus gestacional (DMG) o quadro de intolerância glicêmica variável diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez.  A DMG aumenta o risco objetivo de complicações clínicas e obstétricas. As manifestações clínicas mais importantes são: bebê grande (peso acima de 4kg), morte intra-útero e os graves distúrbios metabólicos do recém-nascido (hipoglicemia, hipocalcemia e hipomagnesemia).

Os programas de exercícios supervisionados por fisioterapeutas parecem ser eficazes na melhora dos níveis glicêmicos. A indicação do exercício para a gestante de baixo risco já foi motivo de controvérsias, amenizadas atualmente pelo último parecer do American College of Obstetrics and Gynecologists (ACOG). Respaldado em inúmeras pesquisas realizadas nos últimos quarenta anos, a ACOG definiu importantes parâmetros de segurança para a realização dos mesmos:

  • as gestantes devem exercitar-se em uma faixa entre uma faixa entre 65% e 75% da freqüência cardíaca máxima;
  • os exercícios realizados primordialmente com os membros superiores desencadeiam menor número de contrações uterinas do que aqueles realizados com os membros inferiores. Entretanto, caminhadas e bicicleta ergométrica não evidenciaram risco obstétrico e são opções a serem consideradas;
  • interromper os exercícios se ocorrer: sangramento vaginal, falta de ar antes do esforço, dor de cabeça, dor no peito, fadiga muscular, contrações uterinas rítmicas (mais de três contrações em 10 minutos), trabalho de parto, diminuição dos movimentos fetais, perda de líquido amniótico e sintomas de hipoglicemia, como náuseas e tonturas.

Orientações importantes

  • O acompanhamento pré-natal por uma equipe multiprofissional é essencial.
  • As gestantes diabéticas devem a manter uma vida ativa.
  • A orientação dietética é muito importante, bem como a hidratação adequada durante o exercício.

Fonte: Baracho, 2007 (adoramos ela!)

O sucesso de um bom pré-natal está também relacionado com o conhecimento por parte da gestante de todas as transformações pelas quais ela vai passar durante a gestação. O processo educativo contínuo e a participação da gestante contribuem para o melhor resultado para a mãe e para o recém-nascido. Assim, o conhecimento das alterações que ocorrem no corpo materno é de grande importância.

Provavelmente, em nenhuma outra fase da vida da mulher exista maior mudança no funcionamento e forma do corpo em tão curto espaço de tempo. Hoje falaremos um pouco a respeito das alterações hormonais durante a gestação.

A progesterona possui um importante papel na implantação da gravidez e está relacionada com o aumento da temperatura e gordura corporal. O estrogênio está relacionado com a retenção hídrica e, juntamente com a prolactina, age nos ductos mamários preparando a mama para a lactação. Além disso, o estrogênio relaciona-se com a flexibilidade das articulações pélvicas.

Como podemos perceber, o aumento da gordura corporal e da retenção hídrica fazem parte de um conjunto de alterações fisiológicas da gestação, ou seja, todas as gestantes passam por isso em maior ou menor grau.

(Baracho, 2007)


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