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O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres.  Se descoberto no início, tem mais chances de cura. Olhe, sinta e perceba o que é normal para as suas mamas. Verifique se existe algumas dessas alterações:

  • Caroço acompanhado ou não de dor;
  • Pele da mama vermelha ou com feridas que não cicatrizam;
  • Alterações no mamilo;
  • Abaulamentos ou retrações na pele da mama e/ou mamilo (aspecto semelhante a casca de laranja);
  • Secreção no mamilo;
  • Caroços embaixo das axilas.

Em caso de observar essas ou outras alterações, procure seu médico. Atenção, o autoexame das mamas é importante, porém as visitas rotineiras ao médico não podem ser substituídas, pois o exame clínico das mamas pode detectar tumores de até um centímetro, se superficiais, e a mamografia permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas, medindo milímetros. A saúde é seu bem mais precioso. Cuide-se!

Fonte: inca.gov.br

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O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e consequentes diferenças nas respostas terapêuticas.

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

Aspectos endócrinos – possuem risco aumentado as mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade e terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Ligados a idade – história familiar, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, podem indicar predisposição genética associada à presença de mutações em determinados genes.

Genéticos – o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos.

Outros fatores – incluem a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos, a ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia), obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa, e sedentarismo.  A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

Fonte: INCA

 As pressões das contrações musculares somadas à compressão do enfaixamento compressivo estimulam o funcionamento linfático, aumentando a absorção, a atividade motora dos linfângions e o movimento dos vasos linfáticos, potencializando, assim, a circulação de retorno.

Os exercícios abrangem as articulações do ombro, cotovelo, punho, dedos e cintura escapular. São utilizados principalmente os exercícios de grandes amplitudes e de fácil memorização para que o paciente participe ativamente desta atividade.

O enfaixamento compressivo deve ser utilizado para manter e incrementar os efeitos da drenagem linfática manual. A grande maioria dos linfedemas ocorre devido a uma insuficiência linfática. O enfaixamento tem como objetivo aumentar o fluxo linfático através do aumento de pressão tecidual e prevenir um novo acúmulo de líquido após a drenagem linfática manual, gerando uma compressão extra que ajudará a compensar esta insuficiência linfática. O enfaixamento deve ser funcional e a pressão deve ser maior na mão e deve ir diminuindo em direção à axila. A manutenção da redução obtida através do enfaixamento compressivo deve ser realizada com o uso de braçadeiras elásticas. Nos linfedemas que não são reversíveis espontaneamente, o uso da braçadeira deve ser contínuo.

 

No linfedema, ocorre uma perturbação no fluxo da linfa. O fator de precipitação é um bloqueio nos vasos linfáticos ou uma insuficiência mecânica no sistema linfático. O linfedema é uma complicação que pode ocorrer no pós-operatório imediato de cirurgia de câncer de mama ou em uma fase mais tardia. O que se deve saber, é que quanto mais precoce for a intervenção fisioterapêutica, melhores serão os resultados no seu controle.

Atualmente, de acordo com o Documento de Consenso do Comitê Executivo da Sociedade Internacional de Linfologia, o linfedema tem como principal terapêutica a Fisioterapia Complexa Descongestiva que, quando necessário, pode ser acompanhada de tratamento medicamentoso.

O tratamento é dividido em duas fases. A primeira tem como objetivo mobilizar o excesso de líquido e iniciar a regressão das alterações fibroescleróticas, e a segunda ajuda a impedir um novo acúmulo de líquido no espaço intersticial, além de continuar auxiliando na redução de fibroses. A freqüência da Fisioterapia Complexa Descongestiva depende do estágio do linfedema no qual o tratamento iniciou, ou seja, da natureza e da severidade da doença.

A Fisioterapia Complexa Descongestiva utiliza recursos de drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo funcional, exercícios linfocinéticos, cuidados dos a pele e uso de contenção elástica, para o tratamento do linfedema.

Nos próximos posts, falaremos um pouco melhor de cada um dos recursos da Fisioterapia Complexa Descongestiva.


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