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O contato pele a pele é feito logo após o parto, quando o bebê e a mãe estiverem estáveis. É a primeira troca de carinho entre mãe e filho! Todos os bebês e mães estáveis se beneficiam com este contato pele a pele imediatamente após o parto.  Os bebês que não estejam estáveis imediatamente após o parto podem ter o contato pele a pele mais tarde, quando estiverem estáveis. Este contato pode ser feito também pelo pai do bebê.

Quais os benefícios desse contato precoce da mãe com o seu bebê?

– Acalma a mãe e o bebê e ajuda a estabilizar os batimentos cardíacos e a respiração do bebê.

– Mantém o bebê aquecido com o calor do corpo da mãe. O bebê e a mãe devem ser cobertos por um mesmo manto.

– Auxilia a adaptação metabólica e a estabilização da glicose sanguínea do bebê.

– Reduz o choro do lactente, reduzindo assim o estresse e o uso de energia.

– Facilita o estreitamento dos vínculos afetivos entre mãe e bebê, uma vez que ele fica alerta nas primeiras horas. Após duas ou três horas, é comum que os bebês durmam por longo período.

– Permite que o bebê encontre a mama e a pegue sozinho, o que tem maior probabilidade de resultar em sucção efetiva do que quando o bebê é separado de sua mãe nas primeiras horas de vida.

Fale com seu médico sobre essa possibilidade, caso seja sua vontade!!

 

 

 

Fonte:

Fundo das Nações Unidas para a Infância.
Iniciativa Hospital Amigo da Criança : revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado : módulo 3. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.

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  • Ter um acompanhante durante o parto, que pode ajudá-la a ficar mais confortável e ter maior controle.
  • Deixar o bebê em contato pele a pele com você imediatamente após o nascimento, isso o manterá aquecido e favorecerá o início precoce da amamentação.
  • Manter o bebê ao seu lado (alojamento conjunto no mesmo quarto ou leito), para que seja fácil e seguro alimentá-lo.
  • Aprender os sinais de fome do bebê, para que a alimentação seja conduzida pelo bebê e não simplesmente siga um horário fixo.
  • Amamentar com frequência, o que favorece a produção de leite.
  • Amamentação exclusiva sem suplementos, mamadeiras ou bicos artificiais.
  • É importante aprender o posicionamento e a pega corretos para o aleitamento.

 

Existem inúmeros benefícios do aleitamento materno, tanto para a mãe, quanto para a criança. Já está devidamente comprovada, por estudos científicos, a superioridade do leite maternosobre os leites de outras espécies. São vários os argumentos em favor do aleitamento materno.

Vantagens do aleitamento materno para a mãe:

  • facilita o estabelecimento do vínculo afetivo mãe-filho;
  • previne as complicações hemorrágicas no pós-parto e favorece a regressão uterina ao seu tamanho normal;
  • contribui para o retorno mais rápido ao peso pré-gestacional;
  • é um método natural de planejamento familiar, entretanto somente antes de seis meses, quando a criança está em aleitamento materno exclusivo, em livre demanda, inclusive durante a noite, e que a mãe não tenha ainda menstruado;
  • pode reduzir o risco de câncer de ovário e mama; e
  • pode prevenir a osteoporose.

Vantagens do aleitamento materno para o bebê:

  • é o alimento completo para o lactente menor de seis meses, tanto no aspecto nutricional, como digestivo. Por ser da mesma espécie, o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies.
  • facilita a eliminação de mecônio e diminui o risco de icterícia;
  • protege contra infecções (especialmente diarréia, infecções respiratórias e otite), pela ausência do risco de contaminação e pela presença de anticorpos e de fatores anti-infecciosos;
  • aumenta o laço afetivo mãe-filho, promovendo mais segurança ao bebê.
  • colabora efetivamente para diminuir a taxa de desnutrição proteico-calórica e, conseqüentemente, para a diminuição dos índices de mortalidade infantil;
  • diminui a probabilidade do desencadeamento de processos alérgicos, pelo retardo da introdução de proteínas heterólogas existentes no leite de vaca;
  • melhora a resposta às vacinações e a capacidade de combater doenças mais rapidamente;
  • diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes;
  • reduz as chances de obesidade.

Além disso, o leite materno o não custa nada, é limpo e não contém micróbios, já vem pronto e está na temperatura certa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos ou mais.

Amamentar é um ato de amor e doação. Requer aprendizado e paciência. Quando feito corretamente, não deve causar dor ou desconforto para a mãe. Caso isso ocorra, procure ajuda.

Fontes:

Ministério da Saúde. Saúde da Criança: nutrição infantil. Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. 2009.

Ministério da Saúde. Parto, Aborto e Puerpério. Assistência Humanizada à Mulher. 2001

                                                                                                                             

Sabemos que a amamentação deve ser oferecida sob livre demanda, ou seja, quando o bebê quiser ou sempre que ele tiver fome e por quanto tempo desejar. Mas como identificar se o seu bebê está com fome? Normalmente, a mãe aprende a identificar quando se filho está com fome e abaixo listamos algumas dicas para ajudar você nesse momento.

  • O bebê abre a boca, procura pelo peito, copo ou bico.
  • Faz movimentos ou sons de sucção, lambe os lábios, mostra a língua.
  • Põe a mão na boca
  • Faz movimentos rápidos com os olhos mesmo antes de abri-los.
  • Movimenta a cabeça para frente e para trás, franzindo as sobrancelhas.
  • Fica agitado e pode chorar.


Agora que seu lindo bebê nasceu, seu corpo, novamente, passará por intensas e marcantes mudanças. O período pós-parto é também conhecido como o puerpério e começa com o nascimento do bebê e a expulsão da placenta e seus anexos. O fim do período deste é menos bem definido, mas é considerado frequentemente de 6-8 semanas após o parto, porque os efeitos da gravidez em muitos sistemas já se resolveram e estes sistemas, em grande parte, já retornaram ao seu estado pré-gestacional.

Este período é marcado pela involução e recuperação uterina e da mucosa vaginal.

Involução uterina – imediatamente após o parto, o útero começa a involuir (contrair), e essa retração é que permite que o útero retorne ao seu comprimento original (pré-gestacional). A contração das fibras musculares uterinas também ocasiona contração dos vasos sanguíneos uterinos o que é de grande importância na prevenção de hemorragias. O fundo uterino está localizado perto do umbigo em um prazo de 24 horas após o parto, entre a sínfise púbica e cicatriz umbilical dentro de uma semana pós-parto, não é mais palpável abdominal em duas semanas após o parto, e atinge seu tamanho normal, anterior à gravidez, em 6-8 semanas após o parto.

Lóquios – a secreção vaginal no pós-parto é denominada lóquios. Inicialmente é sanguínea (lóquios vermelhos), aos poucos torna-se serosanguínea (lóquios serosos) e ao término da segunda/terceira semana é uma secreção serosa esbranquiçada (lóquios brancos). Geralmente a secreção vaginal cessa de quatro a seis semanas após o parto.

O retorno da menstruação ocorre em média 45 dias após o parto. O aleitamento materno exclusivo pode determinar amenorréia de 8 a 12 meses e oferecer um certo grau de proteção anticonceptiva, influenciado pela frequência das mamadas, tempo de sucção e introdução de suplementos alimentares na dieta do recém-nascido.

Genitália externa e vagina – logo após o parto, toda a genitália externa e vagina apresentam um estado congestivo e edematoso, que regride comumente nas primeiras 48 horas, ocorrendo um relaxamento das paredes vaginais.

Parede abdominal –  a parede abdominal torna-se flácida e as visceras aos poucos voltam á posição original. A recuperação da tonicidade da musculatura da parede abdominal, distendida pelo útero gravídico, ocorre em média seis semanas após o parto, é lenta e às vezes imperfeita. O exercício supervisionado ajuda na recuperação da parede abdominal.

Fontes: uptodate.com; Baracho, 2007.

É importante a mama ser esvaziada para continuar a produzir leite. A sucção do bebê e o esvaziamento da mama são os controles da produção de leite. Esse sistema de regulação é formado pelos peptídeos supressores presentes no leite. É um mecanismo de proteção da própria mama contra os efeitos possivelmente danosos de seu enchimento demasiado. Se a mama não for esvaziada, ocorre acúmulo desses peptídeos supressores e a produção cessa. Mas se o leite é removido por sucção ou expressão, os peptídeos supressores são removidos e a mama volta a produzir leite. Portanto, o esvaziamento da mama é fundamental para a continuidade da produção de leite.

Fonte: Rego, J.D. Aleitamento Materno, 2006.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as crianças sejam amamentadas até os dois anos de idade ou mais e que recebam somente leite materno até os seis meses. Porém, pesquisa nacional realizada pelo Ministério da Saúde em 2008 revelou que metade das crianças brasileiras tem a amamentação exclusiva interrompida antes de completarem dois meses de vida e já não recebem mais leite materno em torno de onze meses.

Por isso, além das diversas ações de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno que vem sendo desenvolvidas em todo o País, é preciso incorporar novas estratégias de apoio à amamentação envolvendo todos os setores da sociedade.

Como os empregadores podem apoiar?

  • Respeitando e aderindo às leis que protegem a amamentação.
  • Respeitando o período constitucional da licença maternidade.
  • Aderindo à licença-maternidade de seis meses.
  • Respeitando o direito de dois períodos de meia-hora cada para amamentar durante a jornada de trabalho até os seis meses de idade, se a mulher estiver trabalhando neste período.
  • Criando no trabalho condições de amamentação e/ou de extração, coleta e armazenamento do leite materno. Se a mulher tem, na volta ao trabalho, condições para continuar a amamentação, poderá prosseguir dando o melhor alimento a seu filho e protegendo-o contra doenças.

Salas de apoio à amamentação

Na maioria das vezes não há nas empresas ou instituições em geral um lugar apropriado para a trabalhadora que amamenta esvaziar as mamas durante a jornada de trabalho, o que impede que a mulher aproveite o leite retirado para oferecer ao seu filho posteriormente.

Diante desta demanda, algumas empresas brasileiras já criaram Salas de Apoio à Amamentação, destinadas à extração e estocagem de leite materno durante a jornada de trabalho. Não só a dupla mãe-criança se beneficia com a Sala de Apoio à Amamentação. As empresas também se beneficiam com o menor absenteísmo da funcionária, haja vista as crianças amamentadas adoecerem menos.

Fonte: www.saude.gov.br


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