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O diagnóstico de certeza do câncer da próstata é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata, que deve ser considerada sempre que houver anormalidades no toque retal ou na dosagem do PSA.

TOQUE PROSTÁTICO (TP)

O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de suas limitações, uma vez que somente as porções posterior e lateral da próstata podem ser palpadas, deixando 40% a 50% dos tumores fora do seu alcance. É sempre recomendável e também fundamental no estadiamento da doença, bem como para definição do tratamento.

ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO (PSA)

A dosagem do PSA surgiu como teste promissor na detecção precoce do câncer da próstata, porém a relação custo-benefício deve ser cuidadosamente avaliada. Como o antígeno dosado é produzido pelas células epiteliais da próstata e não especificamente pela célula cancerosa, a dosagem do PSA pode estar alterada em outras patologias que não o câncer, como na prostatite e na hiperplasia benigna da próstata, assim como após a ejaculação e a realização de uma cistoscopia.

Aceita-se como valores limites normais até 4 ng/ml, porém podem existir tumores com PSA abaixo deste valor. Quando o PSA estiver acima de 10 ng/ml há indicação formal para biópsia. Para valores entre 4-10 ng/ml deve-se também levar em consideração a velocidade do PSA e a relação PSA livre/total.

 ULTRA-SOM TRANSRETAL

 Pode ser usado para orientar a biópsia da próstata. Também poder ser útil na determinação do volume prostático e para avaliar a extensão local da doença.

O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente.

Na graduação histológica, as células do câncer são comparadas às células prostáticas normais. Quanto mais diferentes das células normais forem as células do câncer, mais agressivo será o tumor e mais rápida será sua disseminação.

A escala de graduação do câncer da próstata varia de 1 a 5, com o grau 1 sendo a forma menos agressiva.

Fonte: Consenso de Câncer de Próstata – INCA

Periódicos CAPES

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No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Assim como em outros cânceres, a idade é um marcador de risco importante, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.

História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade é outro marcador de importância.

A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou mecanismos através dos quais ela poderia estar influenciando no desenvolvimento do câncer da próstata. As evidências são, no entanto, convincentes que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e pobre em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Outros fatores cujas associações com câncer da próstata foram detectadas em alguns estudos incluem o “fator de crescimento análogo à insulina” (insulin-like growth factor), consumo excessivo de álcool, tabagismo e a vasectomia.

As justificativas que norteiam a detecção precoce do câncer da próstata, assim como de qualquer outra topografia, é que quanto mais inicialmente a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo e mutilante. A detecção precoce do câncer da próstata poderia reduzir os altos custos decorrentes do tratamento do câncer em estádios avançados ou da doença metastática.

O diagnóstico de certeza do câncer da próstata é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata, que deve ser considerada sempre que houver anormalidades no toque retal ou na dosagem do PSA.

Fonte: Consenso de Câncer de Próstata – INCA

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum no homem brasileiro. Segundo dados do INCA, as estimativas para o ano de 2010 são de 80,4 casos novos a cada 1000 homens no Rio Grande do Sul. A prostatectomia é o mais antigo e possivelmente o mais eficaz método de tratamento, porém causa complicações, como a incontinência urinária temporária ou persistente. Uma das maneiras de tratar esta complicação é através da fisioterapia e, quanto mais precocemente for iniciada, melhor será o resultado.

Entenda o porquê da incontinência:

A continência urinária é mantida pela ação de dois esfíncteres, um interno, involuntário, bem próximo à próstata e outro externo de contração voluntária. O esfíncter é como um portão, ele abre permitindo a passagem de urina e se fecha quando a micção termina. Na prostatectomia o esfíncter interno é retirado e a continência fica na dependência somente do esfíncter externo, que além do trauma cirúrgico, pode ser enfraquecido devido ao período de sondagem necessário após a cirurgia. Por essa razão, esses pacientes apresentam incontinência urinária. Espera-se que as perdas urinárias diminuam ou cessem com o passar do tempo, contudo isso não acontece em muitos casos.

Como a fisioterapia pode ajudar:

A Fisioterapia trabalha com exercícios para que os músculos pélvicos recuperem o nível de força normal, favorecendo o retorno do controle urinário, o aumento do intervalo entre as micções e conseqüentemente diminuição da freqüência urinária, diminuição do grau de incontinência e também maior satisfação dos pacientes.

 


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