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As mulheres questionam-se sobre isso com muita frequência. Por mais que o inverno esteja se aproximando, os cuidados da estação do calor devem continuar! Alimentação saudável, exercício físico, evitar roupas justas e claro… um tratamento estético sempre vai bem quando o assunto é esse.

Nós, mulheres, somos portadoras de um hormônio poderoso, o estrogênio. Ele é o responsável por muitas funções importantes do nosso organismo. Ele influencia também as formas femininas, fazendo com que os acúmulos adiposos sejam, em maior quantidade, em glúteos e coxas.  Mulheres que apresentam quadris mais largos são chamadas de ginóides, por apresentarem uma maior taxa de hormônio feminino (estrogênio), e, por consequência, são essas que sofrem mais com o depósito de gordura nessa região.

Gordura X Celulite

Cada indivíduo tem um número “X” de células de gordura (adipócitos), que incham e acumulam gordura quando engordamos e murcham quando emagrecemos. Essas células não somem, não rompem, não se degradam, a menos que você tenha feito uma cirurgia plástica ou um procedimento chamado ultracavitação!

Quando os adipócitos encontram-se muito cheios, eles acabam por prejudicar a circulação local. A região atingida não consegue receber os nutrientes dos capilares, expelir os restos metabólicos via sistema venoso e muito menos fazer a drenagem linfática fisiológica por si só, pois os linfáticos são muito mais frágeis que os capilares arteriais e venosos.

A celulite forma-se a partir de todo esse colapso circulatório. O organismo começa a acumular toxinas, água, lipídeos no espaço entre as células e a substância fundamental amorfa (em que as células estão inseridas) se geleifica e fibrosa, tracionando a pele e fazendo os famosos furinhos.

 

Mas como as mulheres magras têm celulite também?

O problema da celulite está no déficit circulatório. Meninas magras também tem estrogênio na corrente sanguínea, o que resulta em acúmulo de gordura na região das pernas. Além disso, qualquer coisa que prejudique a circulação como o uso de roupa muito apertada, dieta hipercalórica com muito sódio e o sedentarismo influenciam na retenção hídrica e na formação da celulite.

Os tratamentos para celulite são muitos. Cabe ao terapeuta responsável, após uma avaliação minuciosa, decidir qual é o mais indicado.

Mas lembre-se que além do tratamento estético você precisa ter bons hábitos!

O DMAE pode ser considerado um ativo cosmético relativamente novo no mercado, mas com certeza este nome já deve ter atingido o ouvido das mulheres mais antenadas em cosméticos faciais. Hidratantes que contenham DMAE garantem rejuvenescimento, efeito lifting, atenuação de rugas, melhora da flacidez, etc. Em alimentos, ele é encontrado em sardinhas, salmão e anchovas, demonstrando a boa qualidade desses peixes.

Se ouve falar muito, mas será que funciona mesmo?

Sim! A seguir vamos explicar direitinho o que pode acontecer quando você aplica um hidratante que contém DMAE.

O nosso organismo apresenta inúmeros neurotransmissores, que são substâncias importantes para transmitir um impulso nervoso e gerar uma ação, como por exemplo, uma contração muscular, a cicatrização de uma ferida, a liberação de um hormônio. No caso do DMAE, ele é o precursor do Neurotransmissor Acetilcolina.

Muitas pessoas relacionam o efeito lifting do DMAE com ação sobre os músculos, pois a acetilcolina estimula a contração muscular dos músculos faciais. No entanto, a ação dermatológica se baseia em outros componentes da pele, tais como os queratinócitos, melanócitos, fibroblastos dérmicos e células endoteliais.

O modo de ação do DMAE na pele vem sendo uma questão a ser resolvida ainda. O que se sabe é que na pele existem enzimas que aceleram a reação de formação da acetilcolina, bem como receptores (locais de ligação) para a acetilcolina. Uma vez aplicado o DMAE e garantida a sua penetração, ocorre um aumento da concentração de colina (precursora da acetilcolina) na pele. No entanto, não existem dados que mostrem o aumento dos níveis de acetilcolina na pele após aplicação tópica de DMAE.

A maioria dos estudos apenas mostra os efeitos subjetivos da aplicação de DMAE, como melhora na aparência de linhas na testa, rugas finas na área dos olhos, melhora na espessura labial e forma do lábio. Mas, já constatou-se através de exame de ressonância que existe um aumento na firmeza da pele após o uso com diminuíção da distensibilidade. Percebe-se também um aumento da hidratação cutânea, mas essa hidratação pode ser conferida por outros cosmecêuticos, levando em conta que o DMAE tem propriedades ainda maiores que apenas hidratação.

O que mais existem são algumas hipóteses. A ação anti-radicais livres e precursora de substâncias da membrana celular garantiria a proteção e estabilização da célula. Em busca de descobrir a ação no interior da pele, métodos imuno-histoquímicos mostraram que a acetilcolina pode ser sintetizada, armazenada, secretada e metabolizada por queratinócitos epidérmicos humanos, levando a ações sobre o crescimento e diferenciação das células epiteliais. Uma característica observada em peles tratadas por DMAE é a suavidade ao toque, que acontece devido a ativação de filigrinas que deixam as células epidérmicas mais coesas e umectadas. Mais profundamente, nos fibroblastos (células que produzem colágeno) os receptores para a acetilcolina também estão presentes, bem como as enzimas nos vasos dérmicos. Resta saber se o DMAE chega até os fibroblastos e o que ocorre.

Eficácia e segurança, do uso tópico de DMAE, são garantidas. Não há incidência de eritema, descamação, ressecamento. coceira, queimação ou ardência. Além disso, os efeitos são duradouros por pelo menos 2 semanas após interrupção. Devido às suas múltiplas ações, o DMAE é muito útil quando combinado a tratamentos da pele envelhecida.

Como quase todo término de artigo científico… mais estudos são necessários!!!

GROSSMAN R. The Role of Dimethylaminoethanol in Cosmetic Dermatology. AmErican Journal of Clinical Dermotcri 2005.

Você já deve ter ouvido falar muito em vitamina C. Ela é muito boa para melhorar os sintomas de um resfriado bem como melhorar a sua pele. Mas saiba que nós, seres humanos, não a sintetizamos em nosso organismo, ou seja, precisamos buscá-la em fontes externas. A pele sofre mais com essa privação, talvez como medida de defesa do organismo que priva os órgãos nobres dos baixos índices de vitamina C. A dose recomendada diária é de 100 mg em situações normais.

Vitamina C antienvelhecimento

Com o passar dos anos a pele vai se tornando cada vez mais fina, diminuindo o conteúdo de colágeno nela existente. Com a crescente incidência de radiação ultravioleta do sol e a própria exposição sem cuidados, a degradação do colágeno, natural do envelhecimento, e a produção de radicais livres é aumentada.

Nesse contexto, a vitamina C de uso tópico é inserida nos cuidados estéticos faciais em consultório e domiciliares.

Ação na formação de colágeno

Regula a síntese de colágeno tipo I e III, formando uma trama colágena madura e normal. Foi visto que ela é mais estimulante na produção de colágeno tipo I, o mais abundante da pele. Por mais que a degradação colágena seja maior quanto mais anos você acumula, o estímulo à proliferação celular e à síntese de colágeno pelas células da camada dérmica da pele (fibroblastos) é garantida pelo uso de vitamina C em cremes e loções.

Poderosa ação antioxidante

Neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres sobre os constituintes da derme, deixando a pele mais protegida.

Efeito clareador

A vitamina C inibe a ação da tirosinase que é a enzima responsável pela deposição de melanina e formação de manchas.

Mantenedor da integridade dos vasos sanguíneos

A vascularização é essencial para levar nutrientes até a pele bem como levar para excreção os restos metabólicos.

Identifique a vitamina C em cosméticos

Ácido ascórbico é sinônimo de vitamina C. Devido à instabilidade da molécula criaram-se outros componentes que apresentam o ácido ascórbico combinado. Estas promovem a permeação desse ativo na pele potencializando a função do ácido ascórbico. Um exemplo disso é o ascorbosilane.

AZULAY MM, LACERDA CAM, PEREZ MA, FILGUEIRA AL, CUZZI T.Vitamina C. Anais brasileiro de Dermatologia, Rio de Janeiro, 78(3):265-274, maio/jun. 2003.

Verão, férias, calor, piscina, praia… são coisas que nos levam até uma fármacia ou um mercado para comprar um protetor solar. É claro que o protetor solar deveria ser usado sempre, em todas as épocas no ano,  isso é indiscutível. No entanto, é nessas situações que as pessoas lembram-se que ele existe. Além de escolher a marca, comumente se cuida o número escrito no produto que indica o FPS.

A sigla FPS significa Fator de Proteção Solar. Ele indica quantas vezes o tempo de exposição ao sol, sem o risco de eritema, pode ser aumentado com o uso do protetor. Quanto maior o FPS maior será a proteção, ou seja, maior será o tempo que a pele ficará protegida frente à radiação UVB.  Lembrando que os raios UVA não são filtrados/bloqueados por protetores apenas com FPS, é necessário indicação de proteção UVA.

A definição do FPS é feita através de experimentos “in vivo”, em que se determina a Dose Mínima Eritematosa (dose mínima de UVB necessária para produzir a primeira reação eritematosa), sem levar em conta a proteção anti-UVA. Para calculá-lo é importante saber quanto tempo conseguimos permanecer ao sol, sem nenhum protetor solar, até aparecer na pele uma leve vermelhidão (eritema) e multiplicar o valor encontrado pelo FPS do produto. Por exemplo, se o tempo máximo de exposição ao sol, sem filtro solar, for de seis minutos e o fator de proteção solar do produto utilizado for quinze, o tempo máximo de exposição será de noventa minutos.

A reaplicação do produto não ampliará o tempo de permanência ao sol. Para um tempo maior deve-se utilizar um protetor solar com FPS superior. Portanto, a reaplicação deve ser feita sempre que houver remoção e deve-se respeitar ao tempo máximo de permanência ao sol que o produto permite. Alguns autores recomendam escolher um FPS de pelo menos 15, que proporcione forte proteção contra o desenvolvimento de câncer da pele.

CASTILHO, SOUSA e LEITE, 2010

DORIA et al, 2009

 FLOR, DAVOLOS e CORREA, 2007

Um tratamento estético para redução de medidas consiste em utilizar recursos que aumentem o metabolismo local e estimulem a mobilização da gordura. Esse mecanismo apenas disponibiliza a gordura contida no interior da célula adipocitária para que o organismo a gaste para suas atividades. Portanto, os cuidados alimentares e a prática de atividade física se tornam necessários para aumentar a efetividade deste tratamento. Uma vez que a ingesta calórica for menor que o gasto energético ou o gasto energético for maior que a energia proveniente da alimentação, o organismo terá que buscar energia para as atividades na gordura mobilizada previamente. Caso contrário, o que pode acontecer é a gordura ser armazenada no interior do adipócito novamente.

            Abaixo segue uma pirâmide nutricional para que você acompanhe como anda a sua alimentação.

 

Lembre-se que o nutricionista é o profissional mais indicado para auxiliar você na sua reeducação alimentar.

 

 

Todos sabem que a exposição solar em horários inapropriados e sem proteção só traz malefícios à saúde da pele. Uma queimadura é a reação mais comum encontrada depois de longos períodos sob o sol, sem falar no envelhecimento cutâneo, nas discromias e no câncer de pele.

Para muitas pessoas o período de verão e férias é sinônimo de pegar uma “corsinha”, ou seja, um bronzeado. Existem aquelas que buscam um melhor bronzeado a partir da ingestão de substâncias ricas em carotenóides, seja por meio de alimentos como cenoura, mamão, laranja ou por meio de cápsulas de betacaroteno. E elas estão certas! A fotoproteção sistêmica através de componentes endógenos oferece uma importante contribuição para a defesa da pele dos raios ultravioletas (UV).

Veja os mecanismos de ação:

  • Aumento da barreira contra a luz UV, como com compostos q absorvem o UV;
  • Proteção de células contra radicais livres, como substâncias antioxidantes;
  • Reparo dos danos induzidos pelo UV pelo estímulo de sistemas de reparo;
  • Supressão de respostas celular, como os anti-inflamatórios.

 

Nesse contexto, os carotenóides participam de um grupo de micronutrientes que contribuem para a defesa antioxidante e para a fotoproteção endógena. Carotenóides como pigmentos vegetais têm a função de proteger a planta contra o excesso de luz. Estão entre as principais substâncias capazes de se ligar aos radicais livres para proteger o organismo. Então, na pele humana, esse grupo de nutrientes está presente nos locais onde a luz UV causa danos na pele ou no olho. Os carotenóides contribuem significativamente para a cor normal da pele humana, em particular a amarelada.

Incluí-los na dieta é ótimo! Estudos mostraram que uma dieta rica em licopeno (carotenóide do tomate) eleva os níveis sanguíneos dessa substância e fornecem proteção depois de 10 semanas, evidenciado a partir de uma menor formação do eritema solar (queimadura, vermelhidão).

Mas se é difícil alimentar-se de uma maneira mais saudável, recorrer a cápsulas pode ser uma saída. Outras pesquisas confirmam que a suplementação orientada diminui a intensidade do eritema solar após um mínimo de 7 semanas de ingesta. Um profissional capacitado poderá orientar quanto a dose de betacaroteno, pois doses elevadas podem desencadear até câncer, segundo outro estudo.

 

Portanto, os carotenóides, pela função protetora que exercem, permitem a pigmentação da pele com maior segurança. Porém, não adianta começar a ingeri-los e não atentar para os outros cuidados necessários para a exposição solar.

 

Lembrando:

Os carotenóides são pigmentos naturais responsáveis pelas cores de amarelo a laranja ou vermelho de muitas frutas, hortaliças, gema de ovo, crustáceos cozidos e alguns peixes.

 

SIES H, STAHL W. Nutritional Protection Against Skin Damage From Sunlight.  Annu. Rev. Nutr. 2004.

RODRIGUES-AMAYA DB, KIMURA M, AMAYA-FARFAN J. Fontes Brasileiras de Carotenóides Tabela Brasileira de Composição de Carotenóides em Alimentos. 2008.  

O estrogênio, juntamente com outros fatores, também é responsável por alterações no sistema circulatório. Ocorre distensão de vasos e capilares, instabilidade vascular e proliferação de novos vasos sanguíneos.

A telangiectasias são veias da camada dérmica (camada média)  da pele que se encontram dilatadas. Ao pressionar a área central de uma dessas lesões, a lesão inteira irá clarear. Aparecem do segundo ao quinto mês de gestação como lesões vermelhas em face, braços e pernas.

As varicosidades são veias mais calibrosas que se encontram dilatas, alongadas e toruosas. Pode ocorrer em veias de 3 milímetros ou com maiores calibres, tornando-se varizes. Durante a gestação elas podem ocorrer nas pernas (safena), na vulva e hemorróidas, devido ao aumento do volume de sangue e pressão venosa nas veias femoral e pélvica pelo aumento do útero. Se você tem familiares seus com esse problema ou você mesma já o apresenta, existe uma maior chance que se desenvolvam na gestação.

Nas pernas ocorrem de acordo com as figuras abaixo:

Na vulva  ocorre a distensão venosa no vestíbulo e na vagina. Nesses casos as varicosidades podem aparecer como “ um saco de minhocas” no lábio alargado.

As hemorróidas são comuns no último trimestre da gestação e imediatamente no pós-parto.

 

PREVENÇÃO!

A prevenção não retira todos os riscos de não aparecerem telangiectasias e vAricosidades, mas pode diminuir as chances. Ai vão algumas dicas:

 

TRATAMENTO

O tratamento pode ser realizado após o nascimento do seu bebê.

Quando as alterações permanecem nas pernas o tratamento médico deve ser realizado depois de 3 ou 6 meses e normamente inclui sessões de escleroterapia ou procedimento cirurgicos. 

As varicosidades vulvares são de difícil tratamento.  Normalmente elas regridem ou, ao menos, diminuem no pós parto. Durante a gravidez, o tratamento conservador é através do suporte e da compressão vulvar, além de evitar a posição em pé por muito tempo.

 O tratamento de hemorróidas é médico. Você deve procurá-lo se não houver a regressão após o puerpério.

 

POMERANZ MK. The skin, hair, nails and mucous membranes during pregnancy. 2011.

ALGUIRE PT, SCOVELL S. Overview and management of lower extremity chronic venous disease. 2011.

www.uptodate.com


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